A decisão de Cármen Lúcia é a cara do STF

A decisão de Cármen Lúcia é a cara do STF

A decisão de Cármen Lúcia é a cara do STF

Uma Suprema Corte que devolve o mandato de um senador como Aécio Neves (pelo voto de minerva da ministra Cármen Lúcia) tem a cara da sua presidente.

Em busca de proteger quem fere os direitos humanos, a ministra Cármen Lúcia apelou para a liberdade de expressão. Zerar a nota de quem ferir os direitos humanos, fizer comentário racista, incitar o ódio, destilar a sua xenofobia, homofobia e aversão ao outro nem pensar.

A decisão de Cármen Lúcia é a cara do STF: retrógrado, distante dos anseios da sociedade, conservador e sempre apto a servir aos interesses de uma minoria.

Numa época de acirramento dos discursos e da disseminação de discursos de ódio, a presidente da Suprema Corte abre um precedente perigoso: utilizar a liberdade de expressão para desrespeitar a individualidade de outro cidadão, o seu grupo social, religioso ou a sua orientação sexual.

Decisão como esta, entretanto, não surpreende.

O judiciário vive hoje sob a égide dos procuradores e juízes midiáticos, do protagonismo da toga. E este protagonismo, salvo raras exceções, é denotado por um conservadorismo e um corporativismo figadal.

Este STF foi o mesmo que abençoou a ascensão de Michel Temer ao poder e assistiu à defenestração de Dilma; e hoje, mesmo sabendo que o golpe foi comprado, os ministros fecham os olhos.

Se durante os governos petistas, a ideia de respeito aos direitos humanos não sossegou a sanha fascista de grupos de extrema direita, com esta decisão, mais monstros vão sair do armário. A repercussão vocês verão aqui no site Nossa Política. É só aguardar para ver as aberrações. E tudo em nome da liberdade de expressão.

Deixe um Comentário!