Política

Robôs, redes sociais, política e eleições de 2018

Robôs, redes sociais, política e eleições de 2018

Robôs, redes sociais, política e eleições de 2018

No caldeirão da polarização política existente no Brasil, os robôs têm desempenhado um papel fundamental e que ameaça a já combalida democracia brasileira.

De acordo com levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio; Vargas (FGV/DAPP) aponta que perfis automatizados motivaram debates no Twitter em situações de repercussão política brasileira desde as eleições de 2014. Contas automatizadas que permitem a massificação de postagens se converteram em uma potencial ferramenta para a manipulação de debates nas redes sociais, em especial em momentos de relevância política.

Isso representa a adaptação tecnológica da velha estratégia política de difamação e manipulação do debate político. Em 2014, por exemplo, robôs que replicaram informações durante as eleições foram responsáveis por 10% das interações no debate político nas redes sociais. Estes robôs são capazes de distribuir conteúdos e intensificar debates automaticamente e em larga escala.

Bots (robôs) políticos podem trabalhar de diferentes formas: contas falsas são principalmente usadas para amplificar a rede de seguidores de um determinado político, mas também são capazes de inflar discussões sobre um determinado tema, a fim de marginalizar outros pontos de vista.

De acordo com o especialista Phil Howard, professor do Instituto de Internet da Universidade de Oxford, os “robôs políticos” são capazes de criar uma atmosfera de diálogo em torno de um assunto de forma mecânica. “Já vimos bots discutindo uns com os outros. E já vimos pessoas reais discutindo com eles”, explica.

O estudo feito pela FGV aponta que identificar a presença destes robôs e os debates que criam é de fundamental importância para diferenciar quais situações são reais e quais são manipuladas no ambiente virtual. Apenas assim é possível ter compreensão efetiva dos processos sociais originados nas redes.

Às vésperas do pleito de 2018, é importante notar que devemos buscar entender, filtrar e denunciar o uso e a disseminação de informações falsas ou manipulativas por meio desse tipo de estratégia e tecnologia. E a proteção das redes sociais consistirá num processo eleitoral mais democrático. Recentemente se comemorava a capacidade da internet de dar voz a quem não tem. A monopolização das redes através destes mecanismos e tecnologias é uma ameaça clara à já combalida democracia brasileira.

Para ler na íntegra o estudo da FGV, clique aqui.

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