A ditadura dos 7 a 1

A ditadura dos 7 a 1

A ditadura dos 7 a 1

Todos os dias o brasileiro leva de 7 a 1 do governo golpista, aquela quadrilha que se instalou no poder e não quer ser incomodada por ninguém.

A tônica do governo golpista é aplicar uma goleada nos brasileiros dia após dia. A ditadura corroborada pelo Judiciário – que fecha os olhos para as negociatas espúrias de Michel Temer – faz parte deste jogo sujo que nos envergonha como nação e coloca a justiça de costas para o povo e ajoelhada diante dos poderosos.

A Suprema Corte não tem nada de suprema; o Ministério Publico, que apresentou as duas denúncias contra Temer, fez de conta que ele, o presidente golpista, não comprou votos para delas se safar; o Ministério Público de São Paulo, aquele que não quer as delações da Odebrecht sobre os esquemas no Metro, proíbe show em ocupação. Porque, como diz um procurador deste mesmo MP-SP, negro é catinguento e fede demais.

Aqueles que se revoltaram contra Dilma Rousseff pelo aumento dos combustíveis, depois de um longo período sem reajustes, em 2014, tiveram que engolir, em 2017, o maior aumento em 13 anos. Mas o aumento não foi somente dos combustíveis; em outubro, mês que finda, a conta de luz ficou mais cara e a bandeira vermelha chegou ao seu segundo patamar, de acordo com a Aneel. Nos tempos de Dilma, o simples anúncio do reajuste por causa da estiagem atiçava os sabujos da mídia contra o governo.

O país que se acostumou a perder de 7 a 1 viu o governo mais impopular da história aprovar o que chama de reformas. Alterações realizadas na Constituição (e pagas com favores a deputados e senadores) para retirar direitos da classe trabalhadora e condenar os pobres a décadas de retrocesso na saúde e na educação, mas não somente.  Agora, livre das denúncias, Temer vai atacar a Previdência.

E as suas influências nefastas estão presentes em qualquer medida aprovada pelo Congresso Nacional, a casa dos canalhas – com raras exceções. A democracia esfacelada é um dos resultados do golpe que  colocou no poder uma organização criminosa. E o Brasil sofre com a destruição de reservas, a volta do trabalho escravo, o fim do Uber. É quase a constatação de que este país jamais deixou de ter capitanias hereditárias, continua sendo a colônia que entrega todas as riquezas pela satisfação de se ajoelhar diante das grandes potências.

Os 7 a 1 – e a sua representação do que foi a apatia do escrete brasileiro contra a Alemanha, na copa de 2014 – são agora o comparativo de como uma ditadura nos impõe derrotas acachapantes desde o nascer até o por do sol nestes tristes horizontes de palmeiras onde nem mais canta o sabiá. Vive-se sob uma ditadura velada, com agentes infiltrados em todas as esferas da República. Porque o golpe não acabou. Muito menos as derrotas que ele nos impõe.

1 Comentário

  • Eu prometi a mim mesmo, não fazer mais nenhum comentário. Cansado de me sentir como João Batista, o que sempre pregou no deserto. Mas é impossível ver a mesmice no dia-a-dia e continuar calado. Discute-se sôbre Pablo Villar e seu direito de fazer do seu corpo o quê quiser; se Neto está certo ou errado sôbre sua postura crítica quanto ao Corinthians, nos esquecendo que êsse é o papel dele na BAND; O quê que a turista espanhola foi fazer na Rocinha, um local perigoso; crucifica-se o militar que está sob estado de tensão, onde uma fração de segundo de indecisão pode resultar na fuga de um bandido perigoso e depois pode responder por incompetência. Enquanto isso, cala-se sôbre a tensão existente no mundo enquanto um IMBECIL E IRRESPONSÁVEL chamado DONALD TRUMP, fica rosnando para um país, metade de uma Península, e que pode colocar o mundo em um caminho sem volta. Fala-se dos bilhões roubados, desviados, tungados do povo brasileiro, de suas necessidades nas áreas da saúde, educação, saneamento básico, que são compromissos constitucionais do Estado; como se fôsse o ato de um batedor de carteira em um trem do metrô ou num ônibus. Os Paraísos Fiscais, os bancos Suiços sabem perfeitamente onde está êsse dinheiro todo, mas as Leis impedem a repatriação com base em acôrdos internacionais que nunca privilegiam o interêsse do povo da nação e sim os interesses escusos de quem governa; e quando o fazem , o que se consegue de volta com CLARINS E TROMBETAS, não chega a 10% do que foi desviado. Por qual motivo não se consegue acabar com o TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS ??? O banditismo internacional, são os maiores clientes do sistema bancário do mundo. Se todo dinheiro roubado, desviado, de todos os países do mudo voltar aos cofres do TESOURO NACIONAL respectivo, quebra o sistema financeiro mundial. POR ÊSSES E OUTROS MOTIVOS SEMELHANTES, a imprensa se preocupa com trivialidades. QUOD POPULO DESIDERAT PANIS ET CIRCUS EST… Lucius Domicius Aenobarbus; mais conhecido como Imperado NERO, aquele que pôs fogo em Roma, pondo a culpa nos cristãos, enquanto tocava cítara e cantava desafinado, igualzinho os políticos TUPINIQUINS.

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