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Filme da Lava Jato é um fiasco

Filme da Lava Jato é um fiasco

Filme da Lava Jato é um fiasco

O fiasco do filme da Lava Jato é resultado de uma narrativa que se esforçou em mostrar profissionais travestidos de super-heróis. Nada mais.

A Gazeta do Povo fez um malabarismo extraordinário para dizer que o filme ‘Polícia Federal – A Lei é Para Todos’ agradou ao público, mas não sem antes constatar que a estreia foi um fracasso retumbante mesmo em Curitiba, sede da força-tarefa.

O filme não conseguiu espectadores na ‘capital’ da Lava Jato e nem em São Paulo onde existe uma infinidade de salas de cinema. (O filme foi exibido em mil salas no país inteiro).

Além disso, as críticas ao filme de Marcelo Antunez são extremamente negativas. O colunista Luciano Potter, do Zero Hora, afirmou que mesmo para quem é coxinha ou petralha, o filme é ruim.

O filme, que estreou na nada sutil data de 7 de setembro e pretende mostrar o olhar dos policiais sobre a Lava-Jato, transforma a Polícia Federal em uma equipe de Batmans e Mulheres-Maravilha na luta contra o mal maior: “os políticos”. Tanto que grande parte dos personagens mocinhos é uma mistureba de vários investigadores reais (obviamente, nenhum tão espetacular). O personagem de Flavia Alessandra, por exemplo, acumula as funções de praticamente todas as mulheres envolvidas na operação real.

O artigo de Flávia Marreiro, no El País, reafirmou a categórica necessidade da película em estabelecer quem são os mocinhos e quem são os vilões: para ela, o filme foi nocauteado pela tragicomédia real da Lava Jato. Ou seja, de novo a ideia do maniqueísmo (policiais são os heróis, o bem, e os políticos são vilões, o mal) sobressai à realidade dos fatos.

Os heróis são da PF – e o epíteto vale até para o infame agente “japonês” que mesmo condenado pela Justiça ganhou espaço na tela. Dito isso, é pouco razoável cobrar que a obra reflita a fundo sobre as contradições da investigação como também ingênuo esperar que ela consiga ser analisada isoladamente. Um problema incontornável do filme é justamente esse, a justaposição com a tragicomédia real que o nocauteia de partida. Enquanto vemos o primeiro capítulo da saga – a fita vai até março de 2016, ou seja, estamos ainda no Governo Dilma e Lula é o vilão do filme que tenta fugir da cadeia se tornando ministro –, do lado de fora do cinema a trama segue a toda, com novos e turbinados vilões enganando os mocinhos em tempo real, dinheiro em bunker, dinheiro caindo do bolso de paletó…

Acostumado com as narrativas febris e cheias de ação dos filmes de super-heróis americanos, os brasileiros não precisam enxergar os agentes da Polícia Federal, juízes e procuradores da Lava Jato como heróis. Eles recebem salários e devem cumprir as suas obrigações como servidores públicos. E é preciso pensar que a Operação Lava Jato tem erros muito graves.  O filme, talvez seja no futuro uma oportunidade para demarcar estes erros e mostrar que a atmosfera de heroísmo não é tão grande como agora se quer mostrar.

2 Comentários

  • a historia da lava jato nem terminou e fizeram este filme.Vai ser difícil pro Autor do filme, qdo no final for descoberto que Moro e os juízes são bandidos e que articularam um golpe para derrubar uma Presidenta honesta e que a continuação desse golpe seria prisão de Lula e que tudo será feita para efetuara prisão do herói Lula, inclusive condenando-o sem provas. Um golpe que envolve os interesses da direita e seus filhotes,para acabar com a ascensão social dos menos favorecidos do país.

    • É muita baboseira e estupidez confundir um golpe politico aplicado pelos partidos da base da então presidente Rousseff com teoria da conspiração achando que o mundo inteiro corroborou para a derrubada do Partido dos Trabalhadores. Lembro, que a lava jato nao é o único esquema de corrupção de proporções astronômicas, em 2005 houve o mensalão, e quem eram os politicos investigados? Todos aqueles de extrema confiança do então presidente, lula da silva. Patético os argumentos de “golpe

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