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Empresa ligada ao Itaú prepara privatização do Banco do Brasil

Empresa ligada ao Itaú prepara privatização do Banco do Brasil

Empresa ligada ao Itaú prepara privatização do Banco do Brasil

O maior banco privado do país está de olho na privatização dos bancos públicos. A denúncia foi feita na sexta-feira (25) pelo Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

Do RBA:


Pedro Moreira Salles, do Itaú Unibanco, faz parte do conselho administrativo da empresa Falconi Consultores de Resultado, contratada, sem licitação, para preparar o desmonte do Banco do Brasil. O maior banco privado do país está de olho na privatização dos bancos públicos. A denúncia foi feita na sexta-feira (25) pelo Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

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“Colocaram a raposa no galinheiro dos ovos de ouro”. O ditado popular explica com exatidão o que vem acontecendo dentro do Banco do Brasil, para atender interesses privados, mais precisamente, do Itaú. Em 2016 foi contratada, sem licitação, por “notório saber”, a Falconi Consultores de Resultado para preparar o desmonte do BB, chamado oficialmente de “reestruturação”.

O trabalho desta empresa é enxugar a estrutura do banco público, preparando-o para a privatização, política do governo Fernando Henrique Cardoso, retomada pelo seu aliado, Michel Temer. Entre os membros do Conselho de Administração da Consultoria Falconi está Pedro Moreira Salles, à época da contratação Presidente do Conselho de Administração da holding Itaú Unibanco, atualmente Presidente do Conselho Diretor da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

O absurdo é um banco privado estar conduzindo as políticas de um banco público, que tem um papel estratégico, o de fomentar o desenvolvimento econômico e social do país. No mínimo a situação configura um conflito de interesses, já que o desmonte da rede de agências, com extinção de milhares de postos de trabalho, abriu espaço para os bancos privados, entre eles, o próprio Itaú. A primeira fase da reestruturação resultou no fechamento de 402 agências, extinção de 9.400 postos de trabalho e redução salarial drástica que atingiu quase 4 mil funcionários.

O concorrente continua dentro do BB. A mesma consultoria está fazendo o mapeamento dentro da Diretoria de Tecnologia do banco, um setor altamente estratégico a cujas informações o setor privado está tendo acesso. Seguindo a linha de “mãos de tesoura” da Falconi, de corte dos custos, há o temor de extinção de funções, abrindo espaço para a substituição de funcionários concursados por trabalhadores precarizados de empresas terceirizadas.


2 Comentários

  • Quando o Império Romano, incompetente para administrar as rendas dele resolveu criar a ORDEM EQUITES, deu início à maior desgraça que a população do império podia esperar. Essa Ordem, era encarregada de recolher os impostos das provìncias anexadas, e de todo o Império; gananciosos como são todos os que IDOLATRAM o dinheiro, nunca se satisfaziam com o percentual recebido pelo trabalho, aproveitando da dependência do Tesouro Imperial em relação a êles para forçar aumentos. Assim é até hoje com relação ao Sistema Financeiro mundial, sucessores da ordem Equites, sempre querem mais e mais. Assim como deixaram para o mundo civilizado a grande obra do IUS ROMANUM; assim também deixaram essa DESGRAÇA que se chama SISTEMA FINANCEIRO.

  • Até quando o povo brasileiro vai permitir esse absurdo desmanche do Estado? Banco do Brasil, Casa da Moeda, Reserva Ambiental na Amazônia, etc, etc… Vendidos por quem não tem legitimidade! Vendilhões do templo Brasil!

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