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Moradores de rua botam Doria para correr

Moradores de rua botam Doria para correr

Moradores de rua botam Doria para correr

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), foi hostilizado na noite de quarta-feira 19 por moradores de rua durante uma ação de entrega de cobertores.

Da CartaCapital:


O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), foi hostilizado na noite de quarta-feira 19 por moradores de rua durante uma ação de entrega de cobertores nos arredores da estação Marechal Deodoro do metrô, no centro da cidade. Após gritos de “assassino”, Doria foi obrigado a deixar o local às pressas.

Na terça-feira 18, dois homens em situação de rua foram encontrados mortos em Pinheiros, na zona oeste. Sem sinais de violência nos corpos, as investigações apontam que eles podem ter sido vítimas do frio. Com mínima de 10,2 graus, a tarde de terça-feira foi a mais fria do ano em São Paulo e a segunda mais fria em 13 anos.

De acordo com o padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua, três mortes foram registradas nas duas últimas semanas devido às baixas temperaturas. Lancellotti e pessoas em situação de rua têm afirmado que equipes de zeladoria e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) estão recolhendo cobertores, colchões e outros objetos pessoais de quem vive na rua, embora exista uma portaria que proíbe o procedimento.

Reportagem veiculada na quarta-feira pela rádio CBN informou que moradores de rua que dormiam na Praça da Sé, no centro de São Paulo, foram surpreendidos pela manhã por uma limpeza com jatos de água no local. Conforme relato da repórter Camila Olivo, os jatos não atingiram as pessoas diretamente, mas acabaram molhando seus pertences.

“Sempre acabam levando os pertences das pessoas. Levam cobertores, levam colchões, levam tudo”, contou Agemiro Primo Passos, 39 anos, que atualmente está em situação de rua em São Paulo, para a reportagem de CartaCapital veiculada na quarta-feira 19.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que a limpeza na Sé foi realizada por uma empresa terceirizada e que “determinou que as empresas prestadoras de serviço apurem se houve intercorrência”. De acordo com a prefeitura, o procedimento correto consiste em abordar as pessoas para que elas sejam informadas sobre a limpeza e possam, portanto, retirar seus pertences. “A coordenação das Prefeituras Regionais solicitou que todos os prefeitos reforcem o procedimento junto às contratadas”, diz a nota.


3 Comentários

  • Pelos menos, os maradores de rua são sensatos, sabe onde atira, não são tão hipócrita como muitos dos que dizem ser da sociedades.Eles fazem bem em expulsar os ratos para seu buracos.Ele engana aquém? Vai lá distribui os cobertores,depois manda a guarda metropolitana recolher, e ainda jatear a nos pobres,depois justifica com as empresas terceirizadas.Quem as contratou?

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