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As gafes e lorotas de Temer na turnê pela Europa

As gafes e lorotas de Temer na turnê pela Europa

As gafes e lorotas de Temer na turnê pela Europa

O momento mais triste foi quando Temer, mais “falastrão” que Joesley, narrou em detalhes um almoço que teve com Putin durante o encontro dos BRICS. Um almoço que jamais aconteceu.

Saiu no Intercept:


Com 2% de popularidade e prestes a ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça, o presidente ilegítimo Michel Temer saiu em nova turnê internacional. A primeira, em outubro do ano passado, quando visitou a China e a Índia, foi um deprimente festival de vexames. O momento mais triste foi quando Temer, mais “falastrão” que Joesley, narrou em detalhes um almoço que teve com Putin durante o encontro dos BRICS. Mas faltou combinar com o russo, já que o almoço nunca aconteceu. Muito pelo contrário, o brasileiro foi o único dos presidentes do encontro que não teve uma reunião com o presidente russo porque Putin não quis.

Mas se Putin não foi até Temer, Temer agora foi até Putin. O presidente foi à Rússia para atrair investimentos e tentar passar uma imagem de normalidade enquanto o mundo desaba sobre sua cabeça. Um dos principais pontos da agenda bilateral era tentar convencer os russos de que a produção de carnes brasileiras continua passando por um sistema de controle sanitário confiável. Joesley agradece essa deliciosa ironia.

Antes da viagem, o Palácio do Planalto já começou a lambança publicando na agenda oficial que o presidente viajaria para  a “República Socialista Federativa Soviética da Rússia”. Nada relevante, o equívoco ficou apenas 15 minutos no ar, mas já era um aperitivo dos vexames que estariam por vir. Na chegada a Moscou, Temer não foi recebido por Putin, mas por um representante do segundo escalão do governo russo.

As gafes e lorotas de Temer na turnê pela Europa

O desprestígio se repetiu em outros episódios ao longo da passagem de Temer pela Rússia. Além de Sérgio Utsch do SBT, outros correspondentes brasileiros registraram a frieza com que nossos representantes foram recebidos:

As gafes e lorotas de Temer na turnê pela Europa

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Para piorar o cenário deprimente, Temer resolveu contar umas lorotas para agradar os russos. Segundo ele, a cultura russa está muito presente na nossa sociedade e os grandes escritores russos são devorados pelos brasileiros. Disse ainda que “Dostoievski e Tchaikovski fazem parte do nosso próprio panorama cultural”. Seria pretensioso demais cobrar honestidade de Temer, mas a influência russa na cultura brasileira se resume à vodka, ao strogonoff  — em que sincretizamos colocando batata palha — e à Elke Maravilha.

Antes de ir embora e levar seu bonde para passar vergonha na Noruega, Temer fez questão de superlativizar a hospitalidade de Putin. “Ele ofereceu almoço. E foi algo finíssimo, algo elegantíssimo.” Mas o vexame diplomático também foi no superlativo, já que o presidente deixou a Rússia sem assinar nenhum acordo relevante.

Ao chegar em Oslo, nem o segundo escalão do governo norueguês foi receber Temer. A recepção ficou por conta do chefe interino do aeroporto.

Antes de sair em turnê internacional, o governo brasileiro havia recebido uma carta do ministro do Meio Ambiente norueguês demonstrando insatisfação com as decisões do Congresso em relação ao licenciamento ambiental e à redução das áreas de preservação ambiental. No documento, a Noruega deixa claro que poderia colocar em risco a parceria estabelecida entre os dois países nesta área. O país escandinavo é o maior doador de recursos para a preservação da Amazônia e já investiu quase R$ 3 bilhões nos últimos sete anos no Fundo Amazônia. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a diminuição do desmatamento no país foi interrompida nos últimos dois anos e teve um aumento de 58%. Por uma obviedade diplomática, este deveria ser o assunto central do primeiro discurso do presidente em solo norueguês. Mas Temer simplesmente ignorou o conflito e preferiu contar as maravilhas que tem feito na economia e de como é apoiado pelo Congresso.

O assunto que interessava aos noruegueses ficou a cargo do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que parecia não saber muito bem o que estava fazendo ali. Ao lado do ministro do Meio Ambiente norueguês, ouviu as reclamações do colega sobre desmatamento e afirmou que o “problema é dos governos passados”. É como se ele fosse um representante de um governo, e não de uma nação. O ridículo fica maior quando lembramos que ele também foi ministro do Meio Ambiente de FHC entre 1999 e 2002, época em que a Amazônia sofreu um dos maiores desmatamentos da história. Perguntado se poderia garantir para a Noruega que o desmatamento diminuirá, Zequinha Sarney não teve dúvidas e jogou a responsabilidade para os céus: “Só Deus pode garantir isso”.

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Durante o encontro, a Noruega anunciou oficialmente que cortará R$ 200 milhões da doação para o Fundo Amazônia. Deve ser um caso inédito de um presidente que sai para buscar investimentos e volta com prejuízo. Claro, não é razoável investir tanto dinheiro para salvar a floresta quando o ministro do Meio Ambiente apresenta Deus como fiador do seu trabalho, quando Blairo Maggi — considerado o maior desmatador da Amazônia — é o ministro da Agricultura, e quando nosso presidente tem apoio maciço de uma bancada ruralista cada vez mais forte no Congresso.

O desprestígio de Temer na Rússia se repetiu na Noruega. Jamil Chade, correspondente do Estadão, disse que há 17 anos acompanha viagens de presidentes e essa foi a primeira vez que viu a imprensa local ignorar o Brasil.

As gafes e lorotas de Temer na turnê pela Europa

A correspondente do Le Monde, Claire Gatinois, falou sobre a passagem de Temer pela Europa em artigo intitulado:  “A estrela pálida do Brasil no cenário internacional”. A jornalista conta que Temer tenta mostrar ao mundo que o país não virou uma vergonhosa República das Bananas — “uma vã tentativa”, segundo ela. Clair destaca que o Brasil “perdeu sua atratividade internacional” e reproduz fala do presidenciável Joaquim Barbosa:

“Desde que tomou posse, há um ano, qual grande chefe de Estado veio visitar Michel Temer? Além do primeiro-ministro espanhol, também acusado de corrupção, ninguém. Na América Latina, Europa, Estados Unidos, não se presta mais atenção ao Brasil. O país tornou-se um pária.”

Antes de voltar ao Brasil, o presidente afirmou que a viagem “foi um sucesso absoluto” e mandou uma mensagem para tranquilizar o mundo — um mantra baseado em um delírio bastante similar àquele almoço com Putin que nunca existiu: “E as instituições, só para tranquilizar a todos, funcionam com uma regularidade extraordinária. Portanto, as instituições estão funcionando.”

Vai ficando cada vez mais claro para os brasileiros e para o mundo que o Brasil não tem governo. É apenas um amontoado de sanguessugas que golpearam a democracia para tentar se safar da cadeia e tomar o poder sem precisar de eleições.


1 Comentário

  • Esse governo golpista é um enorme desastre. A viagem de Temer foi um enorme fracasso e coroada de gafes e sujou a imagem do país com um golpista falando besteiras e escondendo o golpe. Ele chamou a Noruega de Suécia e irritou os membros do segundo escalão do parlamento norueguês. Temer foi recebido com um “João Ninguém” em todos os países visitados por membros do segundo e terceiro escalão dos governos; e na Noruega ele foi ignorado até pelos jornalistas locais e Temer tentou gravar uma “entrevista propaganda”, pasmem, com “jornalistas brasileiros da Rede Globo e foi impedido pelo gerente do hotel. Na Rússia foi uma sucessão de gafes e até fez propaganda da exportação de carne brasileira, ele virou propagandista de seu maior inimigo os irmãos Wesley Joesly donos da JBS.
    Na Rússia Temer deixou perplexo um grupo de empresários ao chamar o país de “Soviético”. A União Soviética se desfez há 30 anos, esse entreguista e golpista conde Drácula tupiniquim rei da extorsão “Mi-Shell” está ficando a cada dia mais irritado e muito gagá ou com Alzheimer ou não conhece nada da história, essa frase (um país soviético) irritou os empresários russos. O outro gagá FHC e o gagá José Serra também vivem cometendo gafes e dizendo bobagens. FHC mudou 16 vezes de opinião desde o início do golpe em 2016. O sr José Chirico Serra, num pronunciamento fora do Brasil, errou até o nome do País chamando de “República dos Estados Unidos do Brasil” que era o antigo nome do Brasil, esquecendo-se que em 1968 (cinquenta anos atrás), o país passou a ser “República Federativa do Brasil” no segundo mandato do governo militar. Esses velhos raposas da política estão ficando gagás com mais de 60 anos fazendo politicagem e muita corrupção.

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