Blog do Mailson Ramos

Caiu o estandarte da moral

Caiu o estandarte da moral

Caiu o estandarte da moral – Foto: Fabio R Pozzebom/ABr

Durante dois anos, Aécio Neves e toda uma acanalhada gangue utilizou o estandarte da moral para reprimir a esquerda. O estandarte caiu.

Ao longo de dois anos, Aécio Neves manteve o dedo em riste contra a esquerda, acusando os seus adversários de formarem uma organização criminosa, convocando manifestantes para uma luta maior contra a corrupção.

Foi ele o responsável por paralisar o país ao impor sucessivas derrotas ao governo no Congresso Nacional, com a ajuda de Eduardo Cunha e de um séquito de parlamentares comprados com dinheiro de propina.

Em seu primeiro discurso depois da derrota nas eleições de 2014 deixou claro que faria uma oposição intransigente. E ao pedir a recontagem dos votos e análise das urnas eletrônicas, colocou em xeque o sistema eleitoral e as instituições públicas como, por exemplo, o TSE.

Aécio Neves mergulhou na onda da grande mídia e a grande mídia alimentou a ideia de oposição intransigente que não permitia trânsito ao Executivo dentro do Legislativo. Quando subia à tribuna do Senado Federal era a palmatória do mundo, o chicote da galáxia.

Utilizava a retórica da mídia para vincular o Partido dos Trabalhadores à corrupção e, em contrapartida, salvar os partidos de direita ou todos aqueles que – mesmo sendo representações de retrocesso – eram inimigos da esquerda.

Tudo indica que por trás das pautas bombas e as manobras regimentais de Eduardo Cunha para travar qualquer projeto do governo Dilma em 2016 tinha a influência de Aécio.

E veio o golpe. A sanha para assumir o poder sem antes vencer nas urnas levou o PSDB, sob ordens do seu presidente nacional, a coadjuvar junto ao governo Temer. Coadjuvante com poder de indicar ministros, opinar sobre a política econômica, apoiar reformas impopulares e aconselhar Temer.

Um dia antes da divulgação das gravações de Joesley Batista, Aécio estava rodeado por senadores aliados e questionava a oposição ao governo Temer. Mantinha o seu ar impoluto, a cabeça erguida como bastião da honradez.

Mas o estandarte da moral caiu.

Tudo aquilo que os blogs progressistas publicavam sobre as falcatruas de Aécio – e, por isso, eram taxados de mentirosos – se confirmou: propinas, aeroporto de Cláudio, influência nefasta entre os colegas parlamentares, submissão à irmã Andrea que o protegia inclusive das críticas da imprensa.

Aécio Neves, que e 2014 foi pintado com as cores do ‘bom-mocismo’ não passava de um gangster, um líder de quadrilha criminosa, um bandido de primeira linhagem que cogitou até mesmo matar delator. Ao mesmo tempo, confiante na impunidade, deixou em seu apartamento no Rio claríssimas comprovações de recebimento de caixa 2 e até mesmo um bloqueador de sinal de celular. Coisas de bandido.

Todos aqueles que votaram no candidato do PSDB em 2014 podem até indignar-se e sentirem-se enganados, mas não podem dizer que não sabiam ou que jamais ouviram falar de alguma falcatrua do senador e ex-governador de Minas Gerais.

Na política desde 1982, quando “assessorou” o avô Tancredo Neves, Aécio conhece os atalhos de Brasília. Aprendeu a ser este facínora que é. E não aprendeu nada com o avô que sempre esteve ao lado da democracia.

1 Comentário

  • O BANDIDO mineirinho, TRAFICANTE DE COCAINA com seu parceiro ZEZÉ PERRELLA, se estivesse num país onde houvesse justiça, já estaria na cadeia há muito tempo. De palmatória do mundo o chicote da galáxia, se transformou num MONTE DE BOSTA.

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