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É greve geral ou escravidão!

É greve geral ou escravidão!

É greve geral ou escravidão!

“Reformas da Previdência e Trabalhista irão desencadear um processo de empobrecimento ainda mais severo à classe trabalhadora”, avalia o deputado Valmir Prascidelli.

A Greve Geral do dia 28 de abril convocada pelas centrais sindicais, sindicatos e movimentos populares, como a Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo, provocará uma intensa mobilização em todo o país, na qual os trabalhadores, estudantes e movimentos sociais irão mostrar a força do povo brasileiro contra a tentativa de pôr fim à aposentadoria, contra o desmonte da legislação trabalhista e toda a imposição de retrocessos que está sendo estabelecida pelo governo de Michel Temer.

O deputado federal Valmir Prascidelli (PT-SP), defensor da paralisação e referência na luta contra a retirada de direitos do trabalhadores no Congresso Nacional, avalia que a Proposta de Emenda Constitucional 287 enviada por Temer à Câmara Federal, que trata da reforma previdenciária e que muda várias garantias previstas na Constituição de 1988, como impor uma idade mínima para se aposentar, irá desencadear um processo de empobrecimento ainda mais severo da classe trabalhadora, que terá que trabalhar mais e gozar menos da sua aposentadoria ao final da vida.

Atualmente, mulheres podem se aposentar a partir de 60 anos e homens 65. No âmbito rural essa idade cai para 55 e 60 anos, respectivamente, mas caso a reforma seja aprovada a idade muda para 65 anos para homem e mulher, do campo ou da cidade, indistintamente. Outra exigência é a contribuição de 49 anos para se adquirir a aposentadoria integral. “É uma proposta completamente cega, incapaz de enxergar diferenças sociais, de gêneros, culturais e econômicas. Nivela todos os trabalhadores num mesmo patamar, como se o Brasil oferecesse as mesmas condições de trabalho, oportunidade e qualidade de vida em todas as regiões do País”, destaca Prascidelli.

Além de mexer na Previdência Social, o governo Michel Temer pretende acabar com os direitos históricos da classe trabalhadora, que hoje são garantidas na CLT. Estão ameaçadas as férias de 30 dias, a jornada de trabalho de 8 horas diárias e 44 semanais, a Participação nos Lucros e Resultados (PLP), e até o tempo reservado para as refeições dos funcionários.
Segundo Valmir Prascidelli é fundamental a mobilização e a pressão junto aos deputados federais a fim de evitar que o projeto seja apreciado a toque de caixa. “Ao propor a modificação, supressão e inclusão de cerca de 100 artigo da CLT e de mais 200 dispositivos [incisos, parágrafos e alíneas] o relatório modifica nossa legislação desconfigurando a proteção aos trabalhadores brasileiros”, alerta o parlamentar.

“Nós sabemos que esses projetos prejudicarão e muito os trabalhadores, especialmente as mulheres e os profissionais de áreas insalubres. Vamos continuar insistindo para que a população se mobilize e se organize para impedir esse retrocesso na legislação trabalhista e na nossa Previdência. Conclamamos a todos para a Greve Geral dia 28 de abril. Vamos todos às ruas. Vamos parar o Brasil para barrar o retrocesso”.

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