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Na ONU, Brasil admite que ajuste fiscal é mais importante do que direitos humanos

Na ONU, Brasil admite que ajuste fiscal é mais importante do que direitos humanos

Na ONU, Brasil admite que ajuste fiscal é mais importante do que direitos humanos – Foto: ONU

A justificativa da mudança de posição no Conselho se dá sob o argumento de que o ajuste fiscal irá garantir o aprofundamento das políticas sociais.

Do Alerta Social:


Na última reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, no dia 23 de março, o Brasil rompeu seu alinhamento com os países em desenvolvimento e votou contra a resolução que renovou o mandato da organização para o monitoramento dos impactos de políticas fiscais dos países sobre os direitos humanos de seus cidadãos. Tudo isto para defender sua proposta de ajuste fiscal que atenta diretamente contra os direitos humanos, sobretudo dos trabalhadores pobres brasileiros.

A justificativa da mudança de posição no Conselho se dá sob o argumento de que o ajuste fiscal irá garantir o aprofundamento das políticas sociais. Entretanto nem o FMI, histórico defensor de ajustes draconianos para os países em desenvolvimento, acredita que essa fórmula ainda funcione.

Esta e outras medidas do governo de Michel Temer estão dragando o país novamente a uma condição de subdesenvolvimento.

Leia abaixo a nota do INESC sobre a posição brasileira no Conselho de Direitos Humanos da ONU

Brasil confessa na ONU que ajuste fiscal é mais importante do que direitos humanos

País votou contra resolução do Conselho de Direitos Humanos da organização que contribui para monitorar impactos de políticas fiscais dos países sobre os direitos de seus cidadãos.

O governo brasileiro deu mais uma prova esta semana de que não mede consequências para levar adiante o ajuste fiscal em detrimento da garantia dos direitos de seus cidadãos. Em votação realizada quinta-feira (23/3) na Conselho de Direitos Humanos da ONU, o Brasil se colocou contra resolução que renovou o mandato da organização para monitorar impactos de políticas fiscais de cada país sobre os direitos humanos de seus cidadãos.

Mesmo com o voto contrário brasileiro, a resolução foi aprovada por 31 a 16. Com isso, o Brasil rompe alinhamento que tinha com países em desenvolvimento, que votaram em peso a favor da resolução, alinhando-se aos Estados Unidos, Reino Unido e outros países europeus. Nas três últimas votações da resolução na Conselho, em 2008, 2011 e 2014, o Brasil votou a favor.

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