Blog do Mailson Ramos

O governo golpista é um curral de bodes expiatórios

O governo golpista é um curral de bodes expiatórios

O governo golpista é um curral de bodes expiatórios – Foto: Lula Marques/ AgPT

Durante as crises do governo golpista, Michel Temer foi isolado e ofuscado por ministros que funcionaram como bons bodes expiatórios.

Não bastasse a proteção de parte da mídia e o protecionismo da própria máquina de governo, Michel Temer tem se escondido atrás de um bode expiatório, normalmente um ministro de estado atolado em corrupção.

As demissões de políticos muito próximos a Temer evidenciam o caráter principal do governo de notáveis corruptos: eles servem como barreira para proteger Temer. Na pior das hipóteses, estes bodes expiatórios são demitidos e a crise é abafada pela imprensa.

Nos tempos de Dilma, para a imprensa não bastava demitir um ministro envolvido em escândalo. Era preciso reformular todos os ministérios. Com Temer, basta retirar uma peça e está tudo bem.

Foi assim com o caso Geddel/Calero.

Posicionando-se a favor de Geddel Vieira Lima, Michel Temer pressionou Marcelo Calero, então ministro da Cultura, a retirar embargo do Iphan de um prédio em construção, na cidade de Salvador. Geddel era comprador de um dos apartamentos deste prédio.

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Temer tirou o corpo fora quando Calero foi ao ‘Fantástico’ contar, com detalhes, as pressões de Geddel e a condescendência de Michel Temer. Envolvido na história e correndo o risco de ver desintegrar-se o núcleo maciço de seu governo, Temer aguardou o agravamento da crise e o consequente pedido de demissão de Geddel.

Uma semana depois, a mídia já havia se esquecido de Calero, La Vue, Geddel.

A crise que se estabeleceu com a demissão de José Yunes teve o retardo das imbricações do crime. Citado em delação pelo ex-executivo da Odebrecht, Cláudio Melo, Yunes deixou o cargo de assessor especial da Presidência da República e aguardou os desdobramentos da crise.

Implicado no esquema de corrupção, Yunes resolveu contar a sua versão dos fatos ao Ministério Público. E colocou o Eliseu Padilha em maus bocados. É mais uma medida de última instância para proteger Temer, ainda que o núcleo de governo seja dizimado.

Temer, portanto, sobrevive com a decadência dos ministros corruptos que escolheu para compor o seu governo. E enquanto houver um bode expiatório, Temer estará seguro no cargo.

2 Comentários

  • Mas o papel do sírio precisa ser melhor explicado. Pretendem transformar este paisão em paraíso fiscal. Que vão fazer com a “pequena” população de 200 milhões? Esta falta de hombridade conta com o apoio das forças armadas? Se não conta, quem sustenta este descalabro?

  • Temer e o PSDB! O governo hoje é do PSDB! O PMDB deu o golpe, achou que ganhou mas não levou! Tadinho do PMDB! Serviram ao derrotado PSDB e hoje vão ficar de fora do governo! Kkkkkk……

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