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Ciro: Quem faz o rombo na Previdência não é o trabalhador!

Ciro: Quem faz o rombo na Previdência não é o trabalhador!

Ciro: Quem faz o rombo na Previdência não é o trabalhador! – Foto: Reprodução

Ciro alerta que a proposta como está não toca nos privilégios e que “parte de um conceito errado de que o problema é a despesa”.

Do Brasil 247:


Em dia de mobilização nacional contra as propostas de reformas da Previdência e trabalhista, em que manifestantes tomam as ruas em quase todos os estados do País, o ex-ministro e pré-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) criticou a proposta do governo Michel Temer em vídeo publicado nas redes sociais.

Ciro alerta que a proposta como está não toca nos privilégios e que “parte de um conceito errado de que o problema é a despesa”. “Se a gente segregar hoje o que a Previdência arrecada, contribuição social sobre o lucro líquido, PIS, Cofins, contribuição patronal, contribuição dos trabalhadores, do setor público, a previdência do setor privado, o regime geral, mais do que paga todas as despesas”, explica.

“O problema não é a despesa. As distorções estão, de um lado, na receita, porque a informalidade, quase metade da economia, não contribui com nada, assim como novos meios de produção automotivos, com robôs”, acrescenta.

“O buraco na previdência hoje são as aposentadorias precoces dos políticos, da magistratura, do Ministério Público, aposentadorias especiais, pensões etc de alguns setores da sociedade”, diz ainda o ex-ministro.

Ciro reforça também a necessidade de discutir determinadas diferenciações por profissão. “Alguém que nasce, trabalha e vive no semiárido não tem uma expectativa de vida que chegue aos 65 anos mínimos que a reforma está propondo. Enquanto isso, os trabalhadores de escritório, como eu, ficam sendo tratados de igual para igual com um operário da construção civil, um servente de pedreiro. Não me parece que isso seja razoável”, avalia.

No vídeo, ele defende ainda um novo sistema público para a previdência, de capitalização, em que as categorias estão diferencias. Assista.


1 Comentário

  • Se os fundamentos da dita reforma fossem estabelecidos por brasileiros, certamente esses dados seriam considerados, como idade mínima para diferentes trabalhadores, mas como as exigências e orientações são estrangeiras, os absurdos são fatos!

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