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Empresas de ônibus de Porto Alegre têm dívida de R$ 100 milhões

Empresas de ônibus de Porto Alegre têm dívida de R$ 100 milhões

Empresas de ônibus de Porto Alegre têm dívida de R$ 100 milhões – Foto: Reprodução

Com prejuízo estimado de R$ 100 milhões, empresas de ônibus de Porto Alegre (RS) dizem estar próximas da incapacidade.

A Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) de Porto Alegre estima que o prejuízo das empresas de ônibus vai chegar a R$ 100 milhões em fevereiro deste ano, quando completa-se um ano da operação do transporte coletivo pós-licitação (dia 22). Diante disso, as empresas dizem estar próximas da incapacidade de operação.

A segunda passagem gratuita, implantada em julho de 2011, é um dos maiores problemas, segundo a ATP, já que as isenções atingem 35% em Porto Alegre. Além disso, a diferença entre a média mensal de passageiros contratados e a média de fato transportada é grande, o que causa prejuízo. A diferença média é de 11% – mas, em janeiro deste ano, chegou a 20%. O edital o transporte de cerca de 17,2 milhões de passageiros pagantes no primeiro mês do ano, enquanto o total, de fato, não passou de 13,8 milhões. Antes da licitação, a queda de passageiros era de em torno de 3% de um ano para o outro.

Com isso, as empresas entendem que a manutenção do serviço é impraticável. O diretor executivo da ATP, Gustavo Simionovschi, também salienta que a capacidade de negociação das empresas está mais baixa:

“O que acontece? Começa a faltar capacidade das empresas de negociar qualquer coisa, como compra de diesel, compra de ônibus (porque foram comprados 300 ônibus novos no ano passado), e a própria questão salarial. Ou seja: se não pagar alguma dessas coisas, tu não vai conseguir fazer a viagem. Não é má vontade, não é um ato de rebeldia; é incapacidade financeira”, pondera.

A ATP chegou a pedir para o Executivo, no ano passado, revisão das viagens, com corte das linhas com poucos passageiros, e revisão tarifária extraordinária, mas isso não foi concedido. Mesmo assim, as empresas defendem que essas medidas, além do corte das isenções, são o melhor caminho para que o preço da tarifa não suba para valores muito altos. Entre 2012 e 2016, o custo com salários cresceu 39,55%, e com combustível, 36,66%. A receita, no entanto, aumentou 9,52%.

Fonte: Rádio Guaíba

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