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Carlos Velloso disse não a Temer

Carlos Velloso disse não a Temer

Carlos Velloso disse não a Temer – Foto: Reprodução

Nomeação do ex-ministro do STF era dada como certa; entretanto, ele alegou motivos “éticos” para não assumir a pasta que permanece sem chefia.

Saiu no Estadão:


O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Velloso, alegou ‘compromissos de natureza profissional e, sobretudo, éticos’, para negar o convite do presidente Michel Temer (PMDB) para assumir o Ministério da Justiça após a saída de Alexandre de Moraes, indicado para a vaga do ministro Teori Zavascki (morto no dia 19 de janeiro) no Supremo Tribunal Federal.

Velloso é amigo e advogado do tucano Aécio Neves, alvo de investigação decorrente da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

Comunicado à imprensa

Comuniquei, hoje, ao Sr. Presidente da República, a impossibilidade de aceitar o seu convite para ocupar o honroso cargo de Ministro de Estado da Justiça. Não obstante meu desejo pessoal de contribuir com o país, neste momento tão delicado, compromissos de natureza profissional e, sobretudo, éticos, levam-me a adotar esta decisão. É que acredito no adágio “pacta sunt servanda” (o contrato é lei entre os contratantes), pilar do princípio da segurança jurídica.

Continuarei à disposição do Presidente Temer, amigo de cerca de 40 anos, para auxiliá-lo de outra forma, na missão que o destino conferiu ao consagrado constitucionalista de recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento econômico, com justiça social. 51 anos de serviço público e, dentre estes, 40 de magistratura, deixam-me seguro de que dei a minha cota de serviço à causa pública.

Brasília, DF, 17 de fevereiro de 2017.

Carlos Velloso


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