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Um dia o Brasil superará a doença do ódio

Um dia o Brasil superará a doença do ódio

Um dia o Brasil superará a doença do ódio – Foto: NP

A morte de Dona Marisa Letícia expõe a sociedade brasileira com a sua mais recente doença: o ódio político e as mazelas dele originadas.

A sociedade brasileira sofre de ódio. Um ódio político capaz de romper barreiras éticas, profissionais e até humanas. É um sentimento inconcebível de aversão ao outro, às suas ideias, às suas convicções e reivindicações.

A morte de Dona Marisa Letícia mostra o quanto a sociedade está enferma, sendo depositária de sentimentos primitivos que nada somam à coletividade, mas, sobretudo a rechaçam.

Não podemos nos acostumar com médicos que rompem a ética profissional – e mesmo o sentimento de humanidade – para expor um ódio visceral, vernizado de ideais políticos ultrapassados, rememorando a era medieval.

Com a morte de Dona Marisa ressurge um exército de fanáticos adoentados, personagens trevosos, exemplares do que de mais degradante existe no ser humano. Para estes o destino aguarda um futuro não menos carregado de nébulas.

Porque cada um há de pagar o seu quinhão pelas maldades cometidas contra outrem.

E Dona Marisa seguirá sendo a estrela que ela bordou na primeira bandeira do Partido dos Trabalhadores. Sim, porque enfrentar os desafios que ela enfrentou não é para toda mulher; não é tarefa fácil para ninguém se perseguido durante anos a fio, sem que se encontre uma prova cabal de crime.

Todo ser humano, entretanto, tem os seus limites. Ainda que forte Dona Marisa não resistiu ao combate destas forças ocultas que derrubam até mesmo presidentes da República. Muitas outras pessoas não resistiram ao ataque virulento do conglomerado mídia-judiciário.

Entretanto, ela viverá na militância. Será mais um símbolo de lutas que parecem infindáveis na busca por um pais melhor. O Brasil que renasceu do conservadorismo de direita no dia 12 de maio não é aquele que queremos.

Sabemos o que queremos.

Por isso pedimos força ao Lula. Para que supere mais esta perda. Para que nos mostre o caminho de volta, trilhado agora de maneira equivocada por quem se apossou do poder.

E à Dona Marisa o nosso eterno agradecimento: por estar presente nos momentos mais bonitos do Brasil nos últimos trinta anos. Por ter demonstrado que ser primeira-dama não é se isolar nos palácios para tomar chá com as primazes senhoras da burguesia.

Ela soube representar a imagem de mulher, mãe, avó, guerreira e, sobretudo combatente. Pois nos seus últimos meses de vida enfrentou a fúria da perseguição, o ódio encarnado e as acusações sem base factual.

Entretanto, não despede com derrota. Dona Marisa é hoje mais uma força motriz para o combate ao golpe, às perseguições judiciais, ao escárnio da mídia corporativa. Ela voltou a ser estrela, como aquela que bordou na primeira bandeira do PT.

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