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Maia e Jovair têm projetos favoráveis de seus doadores de campanha

Maia e Jovair têm projetos favoráveis de seus doadores de campanha

Maia e Jovair têm projetos favoráveis de seus doadores de campanha – Foto: Reprodução

Rodrigo Maia e Jovair Arantes apresentaram projetos de lei durante seus mandatos relacionados a interesses de doadores de suas campanhas eleitorais.

Os dois principais candidatos à presidência da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tenta a reeleição, e Jovair Arantes (PTB-GO), apresentaram projetos de lei durante seus mandatos relacionados a interesses de doadores de suas campanhas eleitorais. O levantamento feito pelo Estado tem por base as prestações de contas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tem dados desde a eleição de 2002.

Ex-funcionário dos bancos BMG e Icatu, Maia, que está no seu quinto mandato, teve as suas campanhas à Câmara financiadas principalmente pelo mercado financeiro. Em 2004, ele apresentou uma proposta para proibir a cobrança da chamada CPMF, o imposto que era cobrado sobre transações financeiras. Na eleição anterior, de 2002, Maia recebeu doações de sete empresas do setor financeiro, incluindo o Banco Itaú e a Bolsa de Valores de São Paulo. O setor financeiro nunca viu com simpatia a CPMF, extinta em 2007.

Mais recentemente, em 2014, o deputado do DEM apresentou uma proposta para suspender uma resolução da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que definia novas regras para a exploração de petróleo e gás natural por meio de uma técnica chamada fraturamento hidráulico, que é proibida em países da Europa por oferecer riscos ao meio ambiente. Na eleição anterior, de 2010, ele havia recebido doação de R$ 300 mil da empreiteira UTC, que tem negócios no ramo petrolífero e é alvo da Operação Lava Jato.

Em 2013, o deputado também apresentou dois projetos para isentar de impostos e diminuir o preço de sucos de fruta e bebidas à base de soja. No ano seguinte, pela primeira vez, recebeu doações do setor de bebidas. Foram R$ 100 mil da CRBS S/A, subsidiária da Ambev, e R$ 200 mil da Praiamar Indústria Comércio & Distribuição Ltda.

O atual presidente da Câmara também foi acusado pelo ex-vice-presidente de relações institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho, no âmbito da Lava Jato, de ter recebido R$ 100 mil para acompanhar a tramitação da medida provisória 613, que dava incentivos a produtores de etanol e interessava a empreiteira. Ele, no entanto, não apresentou emenda à proposta e nega que recebeu o dinheiro.

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Fonte: Estadão

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