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Em dez dias, Doria expulsou 100 camelôs da Paulista

Em dez dias, Doria expulsou 100 camelôs da Paulista

Em dez dias, Doria expulsou 100 camelôs da Paulista

Doria removeu cerca de cem ambulantes da Avenida Paulista, entre vendedores de frutas, lanches, bebidas e até pipoca.

Nos primeiros dez dias de gestão, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), removeu cerca de cem ambulantes da Avenida Paulista, entre vendedores de frutas, lanches, bebidas e até pipoca. A via tinha quase 250 comerciantes há pouco mais de um ano, número quatro vezes maior que o permitido pela Prefeitura.

Desde o primeiro dia de administração, Doria fixou uma base de apoio à remoção, com uma equipe da Prefeitura Regional da Sé, das 7 às 19 horas. Os 20 funcionários revezam-se na fiscalização, podendo circular por toda a extensão da avenida até quatro vezes por dia. A base é composta por dois caminhões de pequeno porte e uma Kombi na esquina do Parque Trianon. A ação tem apoio ainda de agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Contagem do Estado em dezembro de 2015 mostrou que a via tinha 235 artesãos entre a Praça Oswaldo Cruz e a do Ciclista. Desde o dia 2, a gestão Doria apreende, em média, mercadorias de dez vendedores por dia. Segundo o agente de apoio e coordenador da equipe, Benedito Aparecido, a ordem é de “tolerância zero” para mercadorias que não sejam artesanato. “A base é fixa e será constante, sempre ao lado do trailer da PM. Estamos indo mais devagar para evitar conflito, mas tem uns (ambulantes) que pagam para ver.”

Desde 2014, com a Lei dos Artistas de Rua, de autoria da gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), os artesãos formam categoria regulamentada pela Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco). Para liberar a atividade, a GCM exige registro.

Aparecido diz que continua valendo o limite de 50 artesãos ao longo da Paulista, em ambos os sentidos, demarcados por numeração. A medida foi adotada na gestão petista. Também foi mantida a obrigatoriedade do uso de tripés desmontáveis de 1,50 metro de largura por 70 centímetros de comprimento – vendedores com produtos no chão terão a mercadoria apreendida.

Os pontos são ocupados por ordem de chegada. Mas artesãos se queixam e pedem critérios mais claros. “Deveria haver um credenciamento, com foto e documento. Do jeito desorganizado que está beneficia os camelôs que chegarem primeiro que os artesãos”, afirma Everson Rocha, de 47 anos, vendedor de animais de papel machê. “A gente chega às 3 horas e ainda tem de brigar por espaço com camelô”, diz Raquel Gonçalves, de 64 anos, que prepara panos de prato bordados.

(…)

Fonte: O Estado de São Paulo

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