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Dilma: O segundo golpe é impedir Lula 2018

Dilma: O segundo golpe é impedir Lula 2018

Dilma: O segundo golpe é impedir Lula 2018 – Foto: Reprodução

Na Espanha, onde participou de seminário internacional, Dilma afirmou que o segundo golpe é impedir que Lula seja candidato à presidência em 2018.

Saiu no El País:


A ex-presidenta Dilma Rousseff disse que “acredita e espera” que seu antecessor Luís Inácio Lula da Silva se apresente mais uma vez como candidato à Presidência da República na eleição de 2018. “Será importante, para o Brasil, que Lula seja candidato. O segundo golpe, depois do meu impeachment, é impedir que Lula seja candidato, pois as pesquisas mostram que ele estaria na dianteira e ganharia a eleição”. Para a ex-presidenta, Lula foi acusado de corrupção por um promotor “sem provas, mas com convicção (…) Há uma política bastante distorcida contra Lula”, denunciou Dilma em uma entrevista coletiva nesta terça-feira, em Sevilha (Espanha), onde fez a abertura de um seminário internacional.

Destituída pelo Senado brasileiro em agosto do ano passado por descumprimento de normais fiscais, Dilma chamou o atual presidente, Michel Temer, de “golpista” e seu Governo de “ilegítimo”. “Perdemos a batalha, mas não podemos perder a democracia”, destacou.

Com relação à morte, semana passada, do ministro Teori Zavascki, que ocupava posição central no caso da Operação Lava-Jato, a ex-presidenta defendeu que “diante das suspeitas existentes no Brasil de que pode ter sido um atentado, o caso deve ser investigado rigorosamente”. Dilma definiu Zavascki — relator no Supremo Tribunal Federal da megaoperação que vem revelando casos de corrupção na classe política do país — como “excelente jurista, que tinha muita experiência”, uma pessoa “íntegra” e “de caráter”, um jurista que “não se deixava influenciar”. “Não era perfeito, pois era um ser humano, mas é preciso reconhecer as suas inúmeras qualidades”, enfatizou. Dilma insistiu, ainda, na necessidade de se elucidar o caso: “Essa morte precisa ser investigada, precisamos saber o que aconteceu”.

Dilma se referiu também aos efeitos do caso Petrobras sobre a sua organização, o Partido dos Trabalhadores (PT). “Não se pode usar uma investigação sobre corrupção como arma de combate político e ideológico”. Em seguida, a ex-presidenta observou: “Não se pode construir uma justiça do inimigo, que é aquela que não exige provas, bastando as convicções para condenar ou acusar alguém”.

Dilma participa, ao lado do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e do juiz espanhol Baltasar Garzón, do seminário internacional Capitalismo neoliberal, democracia restante, que se realiza nesta quarta-feira e quinta-feira na capital andaluza.

Questionada a respeito do desgaste sofrido pelo PT nas últimas eleições regionais e os motivos de fundo que teriam levado a essa piora nos resultados do partido, a ex-presidenta defendeu sua organização, independentemente dos quadros corruptos envolvidos no caso Petrobras. “Todos os partidos passam por momentos críticos. O PT precisa passar por um processo de autocrítica porque não são só as pessoas que foram acusadas de corrupção. Como acontece com as empresas, os partidos não podem acabar quando se detecta que uma ou outra pessoa se envolveu com corrupção. O principal problema do partido é que precisamos entender a nova situação que está colocada”.

O caso Odebrecht, que envolve a multinacional brasileira com 160.000 funcionários, presente em 28 países e que mantinha uma área interna dedicada exclusivamente ao pagamento de propina em toda a América Latina, sofreu um tratamento desigual, segundo Dilma, que evitou censurar sua suposta corrupção e disse que se trata de mais uma das tantas existentes no cenário internacional. “Lamento que se destrua uma empresa só por se tratar de uma grande empresa brasileira. Quando o novo Governo realizou uma nova licitação internacional, todas as empresas que participaram sofrem acusações de corrupção. Por isso, não há como incriminar apenas as brasileiras, pois estaríamos acabando com empresas que têm grande capacidade de produção. E não me refiro apenas aos executivos, mas sim aos milhares de trabalhadores brasileiros. Não concordo com essa forma de tratar a Odebrecht”.


3 Comentários

  • Minha presidenta, caminhamos em estrada pantanosa. O golpista nada faz que não desdiga; nada propõe que não mande voltar a ser analisado; no entanto, continua no Planalto – que não lhe pertence, aprova as medidas que nos destroem. Alguém sustenta sua fraqueza.

    • Escreveu bonito, pequena que a logica esta equivocada, golpista, dou muita risada ao ler este argumento, foram mais de 12 anos no poder, tirando a quantidade esmagadora de leis aprovadas para se beneficiarem encobrindo a verdadeira realidade do pais, a unica coisa que fizeram foi acabar com as finanças e com instituições eficiente (correios). Se realmente acredita que Lula e Dilma são honesto e todos os desvios ocorridos são mentira, faca algumas visitas a escolas de cidades no interior e hospitais em cidades pequenas, quantas propaganda na televisão nos tempos do pt no poder envolvendo educação, segurança e saúde, tudo para encobrir a realidade, a incompetência deles para gerenciarem o Brasil. Lula com todo seu carisma roubou na cara dura e seus partidários o defendem com unhas e dentes, não admitem que e impossível no período que ficou presidente juntar a fortuna que juntou, a Dilma ajudou Venezuela e cuba para que, qual foi o nosso beneficio, enquanto nossa população precisa de saúde e emprego ela ajuda países que não trazem nada de beneficio a nossa nação, aprovaram tantas leis para educação, todas que ajudaram a piorar a pouca organização educacional que existia, tudo em pro de todos nas escolas, que lindo, não importa se no final do ensino básico saibam ler ou fazer cálculos básicos, tudo bem, você partidária doente como é vai argumentar que a culpa não e deles sim dos outros governos, é alunos entre 15 e 18 anos a culpa foi dos outros presidentes. Odeio qualquer partidarismo e partidários doentes que não sabem diferenciar politico honesto de politico ladrão.

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