Blog do Mailson Ramos

Cadê a imprensa fiscalizadora contra o Serra?

Cadê a imprensa fiscalizadora contra o Serra?

Cadê a imprensa fiscalizadora contra o Serra?

Protegido, o queridinho da mídia, um dos ícones do alto tucanato paulista: José Serra não vai sofrer com a mídia fiscalizadora?

A grande mídia brasileira assumiu um papel de fiscalização da política e dos políticos após a ascensão do PT; como bons sabujos, farejaram sujeira onde havia e inclusive onde não havia.

Com a destruição do PT, os jornalistas mudaram o foco: os profetas de desventura se tornaram arautos de bons presságios; as críticas ferozes ao governo – hoje sob a batuta de Michel Temer – não passam de palavras de apoio ou pedidos de cautela para a população impaciente.

E, além disso, a imprensa blindou descaradamente alguns dos ministros do governo golpista envolvidos em esquemas de corrupção que outrora destruíram o governo dos petistas.

Um exemplo inquestionável é o José Serra.

Protegido pela mídia, Serra consegue desaparecer após uma denúncia feita pela Odebrecht de que teria recebido R$ 23 milhões, em forma de caixa dois, numa conta na Suíça.

Qual a diferença entre Serra e Cunha?

A mesma mídia que vasculhou a vida de petistas em busca de notícias para alimentar a sanha dos reacionários silencia diante da bala de prata contra Serra, disparada pela Odebrecht.

A Folha de S.Paulo, que acendeu o estopim não se sabe como, foi o mesmo veículo que, no dia seguinte, deixou de repercutir a notícia.

Note-se que a estratégia da não repercussão virou moda na mídia quando o assunto afeta o alto tucanato. Máfia da Merenda, escândalo no metrô paulistano, escândalo do Rodoanel, denúncia da Odebrecht contra Geraldo Alckmin, o “Santo”: nada perdura por mais de um dia na mídia, mas nunca em todos os veículos.

A Veja, que deu espaço ao Serra na última semana para falar do Lula e se esquecer de sua denúncia, registrava em 21 de julho de 2015, de modo imperativo, que Dilma deveria mudar o ministério, pois 44% dos ministros eram acusados de corrupção.

São os mesmo que se esquecem do Serra, Ricardo Barros, Romero Jucá, Alexandre de Moraes… Mas a imprensa, que costuma idolatrar o Sérgio Moro, deve ter aderido a um mantra muito conhecido pelos tucanos: “Isso não vem ao caso!”

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