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Gilmar: Impeachment trouxe “vitalidade democrática”

Gilmar: Impeachment trouxe “vitalidade democrática”

Gilmar: Impeachment trouxe “vitalidade democrática” – Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Gilmar criticou as pessoas que qualificam o fato como um golpe e ressaltou que a saída de Dilma foi necessária para encerrar um mandato sob hemorragia.

Saiu no Valor:


Para Gilmar, TSE terá que ‘agir com responsabilidade’

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou, em Washington, que a campanha da ex-presidente Dilma Rousseff teria custado quatro vezes mais do que o valor efetivamente declarado. Segundo ele, Dilma declarou gastos de R$ 360 milhões, mas há estimativas de que a sua campanha gastou R$ 1,3 bilhão, em 2014. O TSE examina a possibilidade de cassar a chapa vencedora naquela eleição presidencial, o que pode afetar o atual presidente, Michel Temer, vice de Dilma.

“Alguns especialistas chegam a estimar que a campanha de Dilma não teria custado menos do que R$ 1,3 bilhão. Isso significa que ela declarou um quarto do que teria efetivamente gasto”, disse Gilmar, em debate no Wilson Center, um centro de estudos em Washington.

O ministro lembrou ainda que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi iludido ao achar que o caixa dois teria acabado no país na disputa de 2014, após as condenações no julgamento do mensalão pelo STF. “Era uma ilusão”, afirmou. Gilmar ressaltou que já foram descobertas várias ilegalidades, como doações de empresa que não tinham capacidade para fazer aportes e de pessoas físicas que recebem pelo programa Bolsa Família e, portanto, também não estariam em condições de doar.

Outro problema, de acordo com ele, foi a doação como parte de pagamento por obras com a Petrobras. Casos deste tipo foram identificados pela Operação Lava-Jato e repassados ao TSE.

Gilmar afirmou que a decisão que será tomada sobre a separação das contas de campanha de Dilma e Temer na ação de impugnação de mandato eletivo em tramitação na Corte terá de levar em consideração “grande responsabilidade institucional”.

(…)

Gilmar afirmou que o impeachment trouxe vitalidade para a democracia, criticou as pessoas que qualificam o fato como um golpe e ressaltou que a saída de Dilma foi necessária para encerrar um mandato sob hemorragia. “Nós estamos vivendo um momento de vitalidade democrática”, disse. Segundo ele, o processo de impeachment foi todo regulado pelo STF de maneira que não se poderia dizer que foi um golpe de Estado.


2 Comentários

  • este Juiz demente, com um poder sem medidas…….e seu candidato Aécio do pó…..até que não voltarem ao poder máximo não vão parar de destruir nossa democracia….porcos… e o povo trabalhador pagando o pato ….eles agem como se fosse uma disputa de pelada

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