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Solla: PF deveria investigar Propeg e não o PT

Solla: PF deveria investigar Propeg e não o PT

Solla: PF deveria investigar Propeg e não o PT – Foto: Gabriela Korossy/ Câmara dos Deputados

O deputado Jorge Solla (PT-BA) afirmou que a PF deveria ter investigado a Propeg, empresa de comunicação ligada aos Magalhães, e não o PT.

O site Nossa Política foi investigar a denúncia feita pelo deputado Jorge Sola e encontrou alguns dados interessantes sobre a relação entre a Propeg e a família de Magalhães. Assista ao vídeo e depois leia as informações a respeito do escândalo da Propeg e como conseguiram desviar o foco de mais uma operação que não mira o PT.

A primeira questão é que a Polícia Federal, apesar de ter feito buscas na Propeg, que trabalhou com o PFL, hoje DEM, durante os governos carlistas, mirou o PT mais uma vez. Entre os anos de 2003 e 2006,  a Propeg foi investigada por uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Assembleia Legislativa da Bahia para apurar supostas irregularidades que levaram a Ebal (Empresa Baiana de Alimentos) à falência. Neste período o prejuízo acumulado da empresa foi de R$ 620 milhões.

Diz a Folha de S.Paulo de 31de janeiro de 2008:

Inicialmente, o contrato entre a Propeg –que venceu a licitação realizada pelo governo Paulo Souto (DEM)– e a Ebal era de R$ 3,4 milhões, podendo ser prorrogado por três anos e alcançar o valor de R$ 12,8 milhões. “Somente de aditivos, a Propeg recebeu R$ 29,9 milhões de uma empresa que estava falida”, afirmou José Neto.

No começo do ano passado, todas as 425 lojas administradas pela Ebal (supermercados que comercializam produtos básicos mais baratos à população) estavam fechadas. Depois de alguns meses, o governador Jaques Wagner (PT) reabriu 260 estabelecimentos.

Em seu depoimento à CPI, o publicitário Fernando Barros, presidente da Propeg, negou irregularidades e disse que os aditivos foram feitos dentro da lei. “O gestor [governo baiano] entendia que devia manter a marca da Ebal viva porque o maior patrimônio da empresa é a marca. E o que faz uma boa marca é a sua presença na mídia”, disse ontem o publicitário.

Na Bahia, durante os 16 anos de hegemonia na política estadual mantidos pelo grupo comandado pelo senador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007), a Propeg sempre trabalhou para o governo. Com a chegada de Jaques Wagner ao poder, a agência não participou da licitação. Segundo o governo petista, no último ano da administração Paulo Souto (2006), a Propeg ficou com quase 80% do total da verba publicitária (R$ 130 milhões).

Além disso, a Propeg foi envolvida na Operação Hidra de Lerna por delação do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, afirmou ter recebido R$ 1 milhão da agência Propeg em 2010. O dinheiro teria sido repassado para o PP dos ex-ministros Mário Negromonte e Márcio Fortes, como “compensação por contrato de publicidade obtido pela agência”.

De acordo com informações do G1 Bahia (que pertence ao grupo de comunicação dos Magalhães):

 A PF informou que uma das linhas de investigação trata da suspeita de que os esquemas investigados realizavam triangulações com o objetivo de financiar ilegalmente campanhas eleitorais.

Para isso, há suspeitas de que uma empreiteira que também é alvo da operação, contratava de maneira fictícia empresas do ramo de comunicação especializadas na realização de campanhas políticas, remunerando serviços prestados a partidos políticos e não a empresa do ramo de construção civil.

Ou seja, significa dizer que a Propeg não tem relação nenhuma com o PT e a Polícia Federal, acompanhada da TV Bahia (que não se sabe como já seguia os carros dos agentes) colocou o foco sobre o PT. Aquela velha pergunta: quem informa a mídia antecipadamente sobre estas operações “sigilosas”?

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