Blog do Mailson Ramos

Sérgio Moro para presidente!

Sérgio Moro para presidente!

Sérgio Moro para presidente! – Foto: O Globo

Sonhos delirantes. Vez por outra, na internet, nos apresentam imagens com a referência da campanha de Sérgio Moro para presidente da República em 2018. Ele não venceria as eleições nem em Maringá.

Sérgio Moro não é unanimidade por ter prendido petistas. Ele é unanimidade por ter prendido somente os petistas. Na torrente de denúncia contra políticos de outros partidos, tanto ele quanto o Ministério Público e a Polícia Federal procuram desviar focos.

No interesse republicano de apreender o mentor dos esquemas de propina, cometeram tantas atrocidades que um dos mais eméritos professores da Unicamp, Rogério Leite, comparou: Moro é Savonarola, um fanático midiático a caminho da fogueira.

E como a Lava Jato sobrevive de Lula e do PT, Sérgio Moro continua alimentando-se dos miasmáticos ranços da mídia, reflexos automáticos, uma espécie de satisfação egocêntrica que ainda nutre a sua pavonada.

Os asseclas o querem, entretanto, na disputa para as eleições de 2018. Tal qual Aécio Neves, aquele mineiro que mora no Rio e não teve votos em Minas Gerais, Moro também não teria votos sequer em Maringá.

As atitudes de Moro rechaçam claramente a política e pedem a refundação de uma nova república sustentada por pilares iguais aqueles que o Dallangol tanto reforçou da formação da sociedade americana pós-colonizada.

Será que o Moro imparcial se assumiria, algum dia, tucano? Ou, por redenção, ele diria que sempre serviu à esquerda? Em que partido aportaria com os colegas do MPF, todos mobilizados contra a corrupção? Quem, além dos amarelinhos, votaria num homem que sequer administrou o condomínio onde mora? Que possivelmente não conhece as grandes dificuldades do país e que se arvorou na corrupção para posar de herói?

O Moro que não reage bem às críticas cairia no primeiro dia de campanha ao ser alvejado por políticos que – apesar da sua opinião – representam uma casta da nossa sociedade. Corporativistas, os políticos cavariam uma cova para a campanha do juiz de Curitiba antes mesmo que ele sonhasse em chegar ao pleito.

Enquanto agente midiático, favorável aos vazamentos e totalmente parcial, Moro pode despontar como um dos candidatos. Não haverá surpresa. Mas é besteira imaginar que ele, tão alinhado aos Yankees, deixaria passar batido um prédio em Miami, uma casa em Boca Raton, a vida na América. Assim como fez Joaquim Barbosa, aquele herói de capa negra que colocou os petistas atrás das grades através da teoria do domínio do fato.

No dia em que Moro arrumar as malas e deixar o Brasil aos pandarecos, talvez só aí os seus admiradores estarão certos de que ele foi um chuvisco na manipulação midiática da velha e viciosa imprensa brasileira. Saberão de igual maneira que boa parte dos políticos estão livres – sendo especialmente aqueles que contribuíram para a queda do PT. Justiça e isonomia na Lava Jato? Para entrevista-lo sobre estes temas jornalistas precisarão voar até os states.

E a faixa presidencial? Estará em qualquer pescoço, menos no de Sérgio Moro.

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