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Educação perderá investimento de R$ 24 bi/ano com PEC 241

Educação perderá investimento de R$ 24 bi/ano com PEC 241

Educação perderá investimento de R$ 24 bi/ano com PEC 241 – Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

Consultoria feita pela Câmara dos Deputados, de onde saiu a vitória em primeiro turno da PEC 241, aponta que ela trará rombo de R$ 24 bi anuais na educação.

Saiu no iG:


Consultoria da Câmara aponta queda bilionária para a educação a partir da vigência da PEC 241; MEC contesta dados e diz que estudo é “equivocado”

Cerca de R$ 24 bilhões poderão deixar de ser investidos por ano em educação a partir da vigência da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, de acordo com a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira (Conof) da Câmara dos Deputados. A estimativa, a qual a Agência Brasil teve acesso, está em fase final de elaboração na Casa.

O número – R$ 24 bilhões – considera os orçamentos destinados à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) e ao Ministério da Educação (MEC). Atualmente, a União deve investir pelo menos 18% dos impostos em educação. Com a PEC, essa obrigatoriedade cai e o mínimo que deve ser investido passa a ser, a partir de 2018, o valor do ano anterior corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Procurado para responder a respeito do tema, o ministro da Educação, Mendonça Filho, diz, por meio de nota, que o estudo da Câmara parte de pressupostos equivocados, porque leva em consideração a manutenção do quadro econômico atual, “que é muito ruim, mas poderá ficar ainda pior se não houver equilíbrio das contas públicas”.

Os R$ 24 bilhões correspondem à diferença do mínimo constitucional para 2017, de 18% dos impostos arrecadados pela União, fixados pelo Projeto de Lei Orçamentária, e as aplicações totais previstas, observadas as regras impostas pela PEC 241. Em 2017, a previsão é de que o governo invista além do limite constitucional. De acordo com os cálculos da consultoria, cerca de R$ 24 bilhões representam o investimento extra, que fica descoberto com as regras da PEC. Esse investimento a mais não é obrigatório para a União e seguirá sendo opcional com a aprovação da PEC.

Com a PEC 241, o investimento total “vai depender de governo a governo, que poderá investir mais do que o mínimo”, explica o consultor Cláudio Riyudi Tanno, responsável pela elaboração de estudo técnico que analisa os impactos do novo regime fiscal constante na PEC nas políticas educacionais.

Embora educação e saúde tenham sido liberadas de um teto específico, há um teto global de gastos do governo e é esse teto que preocupa as entidades do setor. Tanno avalia que esse teto fará com que as despesas obrigatórias acabem tomando grande espaço e, com isso, os novos investimentos fiquem de lado.

“Tem a possibilidade de aumentar [o investimento em educação], mas no cenário de compressão de despesas é difícil imaginar o crescimento em educação, que terá que ser em detrimento de outras áreas”, afirmou.

Segundo Tanno, os R$ 24 bilhões descobertos calculados a partir do Projeto de Lei Orçamentária Anual são uma referência para os próximos 20 anos porque 2017 é a base para a correção das despesas em educação.

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1 Comentário

  • “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. (Nelson Mandela)
    …///…
    Pois é, minha gente, há 40 anos venho gritando e tentando fazer chegar esse grito aos nossos ‘políticos’ sobre o ‘pior e maior crime cometido nos últimos 50 anos contra o povo brasileiro’, e, que o único caminho para compensá-lo em parte e amenizar suas mazelas (para não dizer desgr…) seria o Governo ter de aplicar por Lei, no mínimo 10% do PIB na melhoria e recuperação de nossa Educação Pública, pois, a “única arma” como bem diz o grande Mandela, para mudar o Brasil e o mundo. Mas, como é um projeto que somente mostrará resultados a longo prazo (20 / 30 / 40 anos) qual o ‘político da atual safra’ estará disposto ou tomará uma decisão dessas ????…. Triste, não ????

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