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República do Grampo e o resgate da arapongagem

República do Grampo e o resgate da arapongagem

República do Grampo e o resgate da arapongagem – Foto: Reprodução

O resgate do SNI e um capitão do Exército infiltrado nas redes sociais para espionar jornalistas, sites e movimentos: tudo começa com a arapongagem de Moro.

A determinação de Sérgio Moro em retirar o sigilo dos grampos feitos das conversas entre Lula e Dilma – e o seu inconsequente envio para a grande mídia – criou uma insegurança jurídica acerca destes processos de monitoramento.

É importante observar que dentro da Lava Jato a espionagem se tornou uma prática comum: ainda hoje, por exemplo, a Polícia Federal jamais elucidou o caso do grampo no mictório de Alberto Youssef; o filho de Cerveró que grampeou Delcídio; e os famosos grampos de Sérgio Machado que estremeceram a República.

Recentemente, a notícia de que um agente das Forças Armadas se infiltrou em redes sociais para se inteirar de informações sobre as manifestações em São Paulo contra o governo de Michel Temer provocou um acirrado debate sobre a segurança de pessoas, grupos e movimentos.

Disfarçado de “Balta Nunes”, o capitão Willian Pina Botelho teria repassado informações que levaram à prisão de 21 jovens utilizando como justificativa flagrantes forjados, como uma barra de ferro, antes mesmo de começar a manifestação do último dia 4, que levou mais de 100 mil às ruas da capital paulista.

O capitão Willian Pina Botelho coletou por meses informações privilegiadas da frente Povo Sem Medo, que hoje reúne alguns dos mais importantes movimentos sociais do país, como MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Fora do Eixo e Mídia NINJA, CUT (Central Única dos Trabalhadores) e UNE (União Nacional dos Estudantes), além de militantes de partidos de esquerda como o PSOL e PCdoB, jornalistas e comunicadores.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, deveria dar explicações sobre o fato. Ou de fato nos tornamos uma república de espiões que monitoram a vida de grupos políticos, promovendo uma intensa patrulha ideológica? Que país é este?

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