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Petistas vão à CCJ contra vazamento de Alexandre Moraes

Petistas vão à CCJ contra vazamento de Alexandre Moraes

Petistas vão à CCJ contra vazamento de Alexandre Moraes – Foto: Câmara dos Deputados

Os deputados Paulo Pimenta e Paulo Teixeira apresentaram requerimento de convocação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

Os deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Paulo Teixeira (PT-SP) apresentaram, nesta segunda-feira (26), requerimento de convocação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Os parlamentares cobram explicações do ministro sobre as afirmações feitas durante um comício, realizado no último domingo (25), na cidade de Ribeirão Preto.

Em ato político do PSDB, Alexandre de Moraes antecipou a 35ª fase da Operação Lava Jato, que no dia de hoje teve como alvo o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci.  “Teve a semana passada [ação da Lava Jato] e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim”, adiantou o ministro da Justiça.

No requerimento, os parlamentares colocam em cheque o princípio de independência entre Poder Executivo e Polícia Federal e chamam atenção para a seletividade e o uso político da Lava Jato. “Antecipar informações sigilosas demonstra a interferência do Ministério da Justiça nas operações, e a seletividade comprova que a Operação Lava Jato virou instrumento de luta política contra os adversários do governo Temer”, diz o documento de convocação.

O deputado Pimenta classificou as declarações do ministro como um “escândalo” e afirmou que essas ações, às vésperas das eleições municipais, têm o objetivo de atingir o Partido dos Trabalhadores. “Não bastasse o espetáculo do MPF há duas semanas e a ação da Polícia Federal contra o ex-ministro Guido Mantega na semana passada, agora mais esse escândalo, que comprova a interferência do governo na Lava Jato para tentar prejudicar o PT a poucos dias das eleições. O uso da Lava Jato com objetivo político remete aos piores períodos da nossa história, como na ditadura militar, em que as forças do Estado eram usadas para destruir reputações e prender pessoas que representassem um projeto contrário ao governo. Querem investigar?  Investiguem, mas façam isso dentro da lei. Respeitem o Estado Democrático de Direito”, protestou Pimenta.

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