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Novo Ensino Médio: Mais um golpe de Temer

Novo Ensino Médio: Mais um golpe de Temer

Novo Ensino Médio: Mais um golpe de Temer – Foto: Carolina Antunes/PR

Para desmontar a educação Temer lançou às pressas o festejado “Novo Ensino Médio”, mais um golpe deste governo usurpador.

Desmonte na educação: não tem outra definição para o que os porta-vozes do governo na imprensa chamaram de “o novo Ensino Médio”. Para além das análises preliminares, há uma constatação desanimadora: querem amortizar a consciência da juventude, e pior, impedi-la de pensar o mundo a partir de diferentes visões.

O que se impõe com o chamado “novo Ensino Médio” é um ensino de monocráticas ideias e de visões ultrapassadas, cujo único objetivo é fortalecer um sistema de poder onde estudantes sejam incapazes de contestar a sociedade a sociedade onde vivem.

Retirando a obrigatoriedade de disciplinas como sociologia e filosofia, o governo de Michel Temer concede vida à Escola Sem Partido, um projeto que sucateará a educação e promoverá um atraso epocal do qual o Brasil jamais se recuperará.

Um governo que extingue o ministério da Cultura – e depois o recria sob a pressão de protestos – não se importa com as artes e as manifestações culturais do país; tampouco com a sua identidade. E sob a batuta deste governo ultraconservador, o ministério da Educação retira a obrigatoriedade das Artes no currículo escolar.

A discrepância do poder autoritário não se disfarça; o Brasil que acaba de sediar as Olimpíadas no Rio de Janeiro, um espetáculo global para esportistas e não esportistas, retira a obrigatoriedade da Educação Física. Num país onde a maioria da população sofre de doenças ocasionadas por inatividade física (sedentarismo).

De todos os males, restringir o acesso de estudantes ao debate e ao pensamento crítico é uma tragédia da qual a sociedade brasileira deverá lamentar muito no futuro. A construção de uma sociedade não pensante – e movida por interesses puramente individuais e não coletivos – é a cartada deste governo impopular e ilegítimo.

Talvez disso tenha tratado o ministro da Educação quando se reuniu com Alexandre Frota e Marcelo Reis, aquele dos Revoltados Online. Naquele dia foram apresentadas propostas para alterar o Ensino Médio.

Note-se também que a imprensa salienta: “o projeto de alteração do Ensino Médio é debatido desde 2010”. Isso faz parte de uma referência ao governo anterior para não causar impacto nas camadas da população que rechaçam Michel Temer e sua turma desde o primeiro momento.

O governo utiliza-se de estatísticas para mostrar que a educação não avança para destruí-la. O mesmo faz com a Petrobras, por exemplo: para combater a crise na empresa, reduzem-se os investimentos e a entrega ao capital externo. Desculpas e nada mais. O importante é desmontar.

Caríssimos, amanhã, se o seu filho chegar em casa e disser que jamais ouviu falar da Escola de Frankfurt porque a sua grade curricular não tem filosofia – e estas teorias são coisas de comunista –, lembre-se do recado deste humilde artigo. Lembre-se a que ponto chegou a insanidade mental da direita neste país.

A reação a esta MP que os sabujos da mídia festejaram – como festejam todas as medidas do governo usurpador – deve ser imediata. Intelectuais devem tomar este projeto como inimigo da educação. Eles querem retirar disciplinas do currículo para estabelecer melhores números e falsear estatísticas com um ensino em realidade inepto.

1 Comentário

  • Quando colocado desta forma entende-se que a Filosofia e a Sociologia nas escolas são feitas de uma forma tão ampla que muitos alunos saem do EM querendo ser um novo Kant. Baboseiras em cima de Baboseiras. Concordaria com este artigo em sua totalidade se estas matérias tivessem o grau de importância que tem outras tantas. A Filosofia e a Sociologia são matérias de vital importância para o amadurecimento humano, porém em muitos casos, não as dão os valor que merecem. Da mesma forma este Inglês que é estudado. Verbo To Be, Ing etc, etc. Os alunos teveriam sair do EM falando Inglês fluentemente, mas não saem. Da mesma forma que eles saem sem ter a mínima noção da importância de Sócrates na história….

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