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Moraes politizou a Lava Jato, dizem parlamentares

Moraes politizou a Lava Jato, dizem parlamentares

Moraes politizou a Lava Jato, dizem parlamentares – Foto: Roberto Castro/ ME

Alexandre de Moraes antecipou operação da Polícia Federal que resultou em prisão do ex-ministro Antônio Palocci.

Via CUT:


Parlamentares acusam Alexandre de Moraes de politizar Lava-Jato

Ao dar início à força-tarefa da 35ª fase da Operação Lava-jato na manhã desta segunda-feira (26), a Polícia Federal deu ordem de prisão ao ex-ministro Antônio Palocci e mais dois assessores. Palocci deverá ser levado à Curitiba/PR, onde estão concentradas as investigações, coordenadas pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) convocou o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, para que compareça à Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça do Senado Federal, para explicar o uso político da Polícia Federal.

A alegação da parlamentar, é que o ministro estaria influenciando o trabalho da PF, já que ele já havia antecipado a ação que a PF deflagraria nesta segunda-feira. No último domingo, no comício do candidato tucano à prefeitura de Ribeirão Preto (SP), cidade onde Palocci construiu sua vida política, Moraes afirmou que a Operação Lava Jato teria novidades nesta semana.

Para a senadora Gleisi Hoffmann (PT), esse tipo de atitude configura que o Brasil passa por um Estado de exceção. “Nunca nos governos de Lula e Dilma, o Ministério da Justiça interferia nos trabalhos da PF. Tampouco tinham informações privilegiadas de operações sigilosas e as divulgava”, destacou a parlamentar nas redes sociais.

“Operação Boca de Urna”

Para o senador Lindbergh Farias, o desvio de finalidade está escancarado. “O objetivo da operação, com o aparelhamento da PF pelos tucanos, é prejudicar o PT nas eleições”, declarou o parlamentar em suas redes sociais. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que a prisão de Antônio Palocci é um claro sinal de que a Justiça foi capturada por interesses políticos. “Esse ministro (da Justiça e Cidadania) extrapolou todos os limites do razoável. É um irresponsável que quer incendiar o país como fez com São Paulo”. O petista também questionou o tratamento dado ao caso pela mídia, “o que aconteceria na imprensa brasileira, se, na véspera, José Eduardo Cardozo anunciasse a prisão de algum adversário político?”

Em coletiva à imprensa ainda na manhã desta segunda-feira, a PF declarou, por meio de nota lida aos jornalistas, que “somente as pessoas diretamente responsáveis pela investigação possuem conhecimento de seu conteúdo. Da mesma forma, as datas de desencadeamento das operações especiais de polícia judiciária são acompanhadas somente pelos responsáveis pela coordenação operacional”, em claro sinal de que houve interferência do chefe da pasta, Alexandre de Moraes.

Os delegados da PF advertiram à imprensa que o conteúdo da nota não seria respondido na coletiva e qualquer dúvida deveria ser encaminhada à divisão de Comunicação Social da PF em Brasília, para posterior análise. Ainda na noite do último domingo, após pronunciamento no palanque, a assessoria de imprensa do ministro da Justiça informou que a declaração era apenas uma “força de expressão”, usada por Moraes com o objetivo de garantir a continuidade das investigações.

Semana passada o também ex-ministro Guido Mantega foi preso pela PF dentro do hospital onde sua esposa se preparava para realizar uma cirurgia para combater um câncer. A ação, no entanto, foi considerada abusiva e revogada horas depois pelo mandatário juiz de primeira instância, Sérgio Moro, que afirmou à imprensa não saber que Mantega se encontrava no Hospital Albert Einstein em São Paulo, apesar da ação dos policiais federais ter sido certeira quanto ao endereço.


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