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Lula ao Papa: “Temem que o povo me eleja em 2018”

Lula ao papa: “Temem que o povo me eleja em 2018”

Lula ao Papa: “Temem que o povo me eleja em 2018” – Foto: Emanuel Pinheiro

O ex-presidente Lula enviou carta ao Papa Francisco informando-o sobre a “gravíssima situação política e institucional que o Brasil vive”.

Do RFI:


“Temem que o povo me eleja em 2018”, afirma Lula ao papa Francisco

Lula inicia a carta informando o papa sobre a “gravíssima situação política e institucional que o Brasil vive” e que “tomou a liberdade de escrever em nome da amizade e respeito que o pontífice tem pelo Brasil”.

Na primeira parte do documento, o ex-presidente afirma que por “meios democráticos e pacíficos”, o governo do PT conseguiu tirar o Brasil do mapa da fome da ONU, “liberando da miséria” mais de 35 milhões de brasileiros, além de “aumentar a renda e o consumo de outros 40 milhões”, no que chamou de “maior movimento de mobilidade social” da história do Brasil.

Lula afirma que após a vitória de Dilma Rousseff em 2014 sobre uma “poderosa coalizão de partidos”, os adversários não se conformaram com a derrota e “tentaram impugnar o resultado por todos os meios legais, sem obter êxito”.

O ex-presidente escreve que, a partir de então, “os partidos derrotados e os grandes grupos de comunicação se rebelaram contra as regras do regime democrático, começando a sabotar o governo e a conspirar para tomar o poder por meios ilegítimos”.

Durante o ano de 2015 – prossegue o documento – “no afã de inviabilizar o governo, apostaram contra o país, aprovando no parlamento um conjunto de medidas irresponsáveis para comprometer a estabilidade fiscal”. “Finalmente” – lê-se a seguir – “não titubearam em desencadear o processo de impeachment inconstitucional e completamente arbitrário contra a Presidente da República”.

Deste ponto em diante, Lula defende Dilma Rousseff, “uma mulher íntegra cuja honra pessoal e pública é reconhecida até mesmo por seus adversários mais fervorosos. Nunca foi, nem está sendo, acusada de nenhum ato de corrupção”.

Lula afirma que o governo Dilma não cometeu crime de responsabilidade fiscal e diz que os procedimentos contábeis “utilizados como pretexto para a destituição da presidente” nunca foram motivo para penalizar nenhum governo. “Trata-se, portanto, de um processo estritamente político, que viola abertamente a Constituição e as regras do sistema presidencialista”, afirmou Lula.

“Forças conservadoras”

Na última parte da carta, Lula escreve que as “forças conservadoras querem obter por meios obscuros aquilo que não conseguiram democraticamente: impedir a continuidade e o avanço do projeto de desenvolvimento e inclusão social liderado pelo PT, impondo ao país o programa político e econômico derrotado nas urnas”.

O ex-presidente chega as considerações finais alertando que “as mesmas forças que tentam derrubar a presidente, também querem criminalizar os movimentos sociais e um dos maiores partidos de esquerda democrática da América Latina, o PT”. “Não se trata de mera retórica – lê-se a seguir – o PSDB já apresentou formalmente uma proposta de cancelamento do registro do PT”, disse Lula.

“Temem que em 2018, com eleições livres, o povo brasileiro possa me eleger presidente da República, para resgatar o projeto democrático e popular”, afirmou.


Em tempo: Teor da carta de Lula enviada ao Papa Francisco é o mesmo daquela enviada à ex-presidente argentina Cristina Kirchner. Leia aqui, na íntegra.

5 Comentários

  • A ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) condena oficialmente o socialismo e o comunismo, desde o século IXX.

    (…) Para mim, o âmago do Evangelho pertence aos pobres. Há dois meses ouvi uma pessoa dizer que por isso ele fala dos pobres, por isso tem esta preferência: «Este Papa é comunista». Não! Esta é uma bandeira do Evangelho, não do comunismo: do Evangelho! Mas a pobreza sem ideologia, a pobreza… E por isso creio que os pobres estão no centro do anúncio de Jesus. É suficiente lê-lo! O problema é que depois esta atitude em relação aos pobres às vezes, na história, foi ideologizada. Não, não é assim: a ideologia é algo diferente. (…)” (Diálogo do Papa Francisco a um grupo de jovens da Bélgica, segunda feira, 31 de março de 2014)

  • O mundo já está ciente do golpe e do objetivo dos derrotados da última eleição, que é perseguir Lula e inviabilizar uma possível candidatura em 2028! Contam com a ajuda de parte do judiciário!

  • A Igreja Católica Apostólica Romana condena socialismo e comunismo, através das encíclicas Nostis et Nobiscum, Quanta Cura, Humanum Genus, Quod Apostolici Muneris, Graves de Communi Re, Ad Beatissimi Apostolorum, Quadragesimo Anno, Summi Pontificatus, Mater et Magistra e Centesimus Annus, além de outras cartas e comunicados, inclusive através de declarações dos atuais Papas Bento VI e Francisco.

    • será q o temer tem condiçoes de arrumar essas vaguinhas afinal de contas ele também fez parte do governo corrupto q depois ele mesmo cuidou pessoalmente de derrubar.

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