Blog do Mailson Ramos

Lula 2018: A perseguição tem motivações

Lula 2018: A perseguição tem motivações

Lula 2018: A perseguição tem motivações – Foto: Ricardo Stuckert/ Instituo Lula

Se deixarem o Lula chegar ileso até 2018, vai ser difícil vencer o petista; é que mesmo com a enxurrada de notícias negativas, Lula ainda é o preferido.

No dia 08 de outubro de 2006, Lula e Alckmin se encontraram na Band para um dos últimos debates presidenciais na TV antes do pleito. Lula mostraria ali que o seu projeto de governo divergia profundamente do projeto do adversário.

Aliás, naquele debate, as características citadas por Lula em relação ao modo tucano de governar estão presentes no governo golpista de Temer. Eles podem perder o pelo, mas não o vício. Por isso, o PSDB levou quatro sovas na eleição; por isso, o poder foi tomado à força para que os setores elitistas da sociedade se locupletassem.

A derrubada de Dilma e a perseguição a Lula têm um motivo simples: é impedir que em 2018 o povo eleja alguém que não pertence ao círculo do Clube de Corruptos. Porque para eles o interessante era extinguir o PT ou, como quer o Bolsonaro, criminalizar o comunismo. Coisa de mente doentia, mas a realidade deste país já não nos faz duvidar de nada.

Para quem pensa a política friamente, o golpe contra Dilma é a derrota de um sistema político que não vai prosperar com Temer; ou seja, esta é a grande chance que tem o PT de renascer como utopia junto à base social da qual se distanciou em seus anos de poder. Terá a oportunidade de fazer aquilo que mais sabe: oposição.

Aquele juiz parcial de Curitiba ainda procura provas que possam incriminar o ex-presidente. Virou moda no Brasil indiciar para depois procurar um crime ou um fato que se encaixe no processo. Vivemos dias terríveis de insegurança jurídica em que brasileiro nenhum está a salvo das arbitrariedades da República da Toga.

A imagem de Ricardo Stuckert acima, registrada no giro de Lula pelo nordeste, no mês passado, mostra como o mito ainda está latente no coração dos brasileiros. A Lava Jato daqui a pouco será sufocada pelo governo golpista, sob as barbas daqueles que pediram a saída de Dilma. Daqui até 2018 muita água vai rolar por baixo da ponte. Mas uma coisa é certa: se o petista fosse um político sem representatividade – como fazem crer os antipetistas – por que esta ânsia para vê-lo atrás das grades?

Em 2018 tem Lula de novo. Com a força do povo.


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