Blog do Mailson Ramos

De tornozeleira, Japonês continua na Polícia Federal

De tornozeleira, Japonês continua na Polícia Federal

De tornozeleira, Japonês continua na Polícia Federal – Foto: ABr

Só mesmo num país dominado pela hipocrisia, um policial federal com uma tornozeleira manteria o cargo após ser condenado por contrabando.

É a cara do Brasil de hoje: por fora moralista e por dentro hipócrita. A Polícia Federal liberou o Newton Ishii para continuar conduzindo presos.

Para quem não se lembra, Ishii, conhecido como o Japonês da Federal, colocou no dia 10 de junho uma tornozeleira eletrônica para cumprir a pena de quatro anos e dois meses por facilitar a entrada de contrabando no País.

O nome de Newton Ishii também foi citado em meio à Operação Lava Jato na gravação que levou à prisão o senador cassado Delcídio Amaral, em Brasília.

Há situações neste país que beiram o absurdo. A Lava Jato, este exemplo de correção que deixou os mais conservadores de queixo no chão, tem, em sua força tarefa um agente usando tornozeleira eletrônica por ter cometido crime de contrabando.

O pior é que este sujeito continua sendo idolatrado pelos idiotas úteis que o transformaram em herói. Para além das considerações superficiais, uma questão mais relevante: o Japonês da Federal foi um dos protagonistas das conversas gravadas entre o ex-senador Delcídio Amaral, Edson Ribeiro, advogado de Nestor Cerveró, e Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras: eles afirmaram que um agente da Polícia Federal vende informações sigilosas.

Quem era este negociador de informações? Delcídio pergunta quem seria o “japonês bonzinho” e o advogado de Cerveró diz: “É. Ele vende as informações para as revistas”. Na sequência, o senador petista diz que a figura em questão é “o cara da carceragem, ele que controla a carceragem”, informação confirmada pelo filho de Cerveró.

Este japonês é um artista.

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