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Homem xinga e mostra o pênis para assessora do Instituto Lula

Homem xinga e mostra o pênis para assessora do Instituto Lula

Homem xinga e mostra o pênis para assessora do Instituto Lula – Foto: Uol

Uma funcionária do Instituto Lula foi vítima de agressão de conteúdo misógino e sexual, na tarde desta terça (13), na porta de um restaurante, no Ipiranga, em São Paulo.

Do Blog do Sakamoto:


Homem xinga e mostra pênis para assessora do Instituto Lula em restaurante

Uma funcionária do Instituto Lula foi vítima de agressão de conteúdo misógino e sexual, na tarde desta terça (13), na porta de um restaurante perto do seu local do trabalho, no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

Ao ouvir a conversa de colegas de trabalho que estavam com ela durante o almoço e perceberem que eles trabalhavam no instituto, seis homens se aproximaram e passaram a chamá-los de ladrões. Quando ela sacou um celular para registrar os xingamentos, um dos homens retirou o pênis da calça e disse que ela deveria fazer sexo oral nele. Depois de um momento, repetiu a cena.

Quando os presentes reclamaram, eles saíram rindo do local. Os homens – fotografados por outros clientes, ainda não foram identificados. Testemunhas presenciaram o ocorrido e um boletim de ocorrência foi lavrado em uma Delegacia de Polícia.

O artigo 233 do Código Penal considera que ”praticar ato obsceno em lugar público ou aberto ou exposto ao público” prevê de três meses a um ano de detenção mais multa. Mas o que aconteceu não foi apenas um ato obsceno ou uma ação tresloucada de um analfabeto político ou de um maníaco, mas uma agressão bem mais estrutural.

A agressão sofrida pela trabalhadora se utilizou de misoginia e violência sexual para demonstrar ódio político e intolerância social. Pois não basta ignorar um enfrentamento de ideias através do diálogo limpo e, ao mesmo tempo, tripudiar e ofender um posicionamento político diferente do seu – o que já é um absurdo em um ambiente que se pretende uma democracia. Isso é feito de forma violenta, para que não se deixe dúvidas: uma mulher que não aceita o lugar de silêncio e os xingamentos que lhe são impostos deve ser calada com um pênis em sua boca.

(…)


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Regredimos da Idade Média à Idade Antiga. Talvez estejamos a caminho de um período mais distante da civilização. Este país não será pacificado enquanto a questão político-ideológica de cada cidadão não for respeitada.

O diálogo permanece, em última instância, sufocado pela ignorância, pela misoginia, pelo machismo, pela inexistência de argumentos claros.

A democracia, já guilhotinada, estremece. [/color-box]

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