Blog do Mailson Ramos

A ditadura Temer

A ditadura Temer

A ditadura Temer

Iniciou-se este governo com a marca da violência em todas as frentes. Como num ensaio, em sua interinidade já mostrava o caminho do cadafalso para esta triste nação.

Qualquer semelhança não é mera coincidência. Revivemos momentos de repressão policial ao direito de expressão, cuja liberdade já se encontra ferida há alguns meses. É a democracia que sofre cada vez que um cidadão tem a sua dignidade suprimida, pisoteada, abafada sobre o golpe de um cassetete. Este, entretanto, ainda não é o pior dos golpes. No longo passado que temos pela frente – como diria Millôr Fernandes – há abismos muito mais obscuros para se atirar.

O Congresso Nacional ratificou hoje o golpe do qual foi protagonista. Parlamentares afrouxaram através da Lei 13.332/2016 as regras para abertura de créditos suplementares sem a necessidade de autorização do Congresso Nacional. Significa que Michel vai poder pedalar à vontade sem passar pela autorização do Legislativo. A cada dia que passa este golpe se torna insustentável. Como é insustentável e impopular a imagem de Temer.

Para fugir do Brasil e não se deparar agora com os espinhos e as marcas em carne do golpe desfechado contra a democracia, o eterno traidor escapou para a China. Deixou em seu lugar o Rodrigo Maia que já tratou – ao lado de Eliseu Padilha – de remover o Ricardo Melo e colocar em seu lugar o amigo de Aécio e Cunha, Laerte Rimoli: o golpe na EBC. Deixou também a ordem de repressão para acalmar qualquer ânimo na base da bordoada.

Iniciou-se este governo com a marca da violência em todas as frentes. Como num ensaio, em sua interinidade já mostrava o caminho do cadafalso para esta triste nação. Hoje há quem se arrependa de ter embarcado naquelas galeras refinadas para gritar, em verde e amarelo, o ‘Fora Dilma’. E muitos haverão de se arrepender com o passar do tempo e a frustração das expectativas.

O choque de conservadorismo fará muito mal ao Brasil que aprendeu a conviver com as liberdades nos últimos anos. Estávamos distantes da democracia madura sonhada, mas confiantes no futuro. O governo que se instala tem a marca do empresariado, do mercado, do capitalismo de açougue que faz verter o sangue da carne do trabalhador, mas não abdica dela um pouco mais sugar. É para o mercado e os setores conservadores desta sociedade que o governo vai trabalhar.

Para que ninguém se esqueça de que pediu uma intervenção militar ou a volta da ditadura. Os que falam de liberdade não ousariam pisar os pés na Paulista para apascentar o braço do Estado. Aliás, este braço é municiado para atirar contra o populacho; e amansado para posar em fotos com os filhos da elite branca. Dois pesos e duas medidas. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Como Castelo Branco e Michel Temer.

1 Comentário

  • Vendo estes comentários, em que atribui as responsabilidades a Cunha, e Aecio, e a Temer,
    não foram eles, que tiveram as mais duras pena da condenação não podemos incriminar,
    foram os 367 Deputados que votaram a favor do afastamento, encaminhado ao Senado veio
    a confirmação da primeira votação esmagadora de 59 votos, e por ultimo 61 votos pelo o
    afastamento difinitivo, isto mostra que alguma coisa estava errado e tinha que mudar ao
    meu ver, não atribuo a ela a irresponsabilidade de seu governo mais sim o fato ela não ter
    dialogo com os poderes, ouvir as pessoas e mais ainda pensou que podia governar foi ai
    que a falta deste diálogo que o levou saida dela.

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