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Temer: Distribuição de renda não será mais uma meta

Temer: Distribuição de renda não será mais uma meta

Temer: Distribuição de renda não será mais uma meta – Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

O governo proporá a retirada da distribuição de renda como um dos objetivos principais da administração central.

Saiu no Exame:


Governo pede para tirar distribuição de renda de metas

Ao propor uma nova meta fiscal e mudanças na política econômica, o governo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB) pediu para retirar dos objetivos principais a atuação da administração para assegurar a “distribuição de renda” e também o “fortalecimento dos programas sociais” e a execução de “políticas sociais redistributivas”.

As alterações acabaram sendo aprovadas pela Comissão Mista do Orçamento no Congresso.

As expressões estavam na proposta original do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 – que traça as metas e prioridades da gestão pública federal e orienta a Lei Orçamentária anual – encaminhado por Temer ao Congresso em 23 de maio deste ano.

A proposta estabelecia, dentre outros, a alteração da meta fiscal, com uma projeção e déficit (despesas maiores que receitas) nas contas públicas de até R$ 170 bilhões em 2016 e de cerca de R$ 143,1 bilhões em 2017.

Apesar disso, ela ainda mantinha alguns trechos do texto da equipe econômica de Dilma antes de a petista ser afastada.

Um ofício encaminhado à Comissão Mista de Orçamento, responsável por analisar e votar a proposta orçamentária antes de ela ir a plenário, pelo ministro do Planejamento em exercício Dyogo Oliveira no dia 7 de julho, porém, propunha alterações no texto encaminhado originalmente.

Dentre as mudanças sugeridas, a proposta do Ministério do Planejamento retirava do anexo IV do projeto de lei, que trata especificamente das metas fiscais, todas as expressões com referência ao combate à desigualdade social no País (que ainda figura entre os mais desiguais do mundo) e de fortalecimento dos programas sociais.

(…)


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Um governo que podou os investimentos da Caixa Econômica Federal em habitação popular para que o banco ofereça financiamentos de apartamentos de até R$ 3 mi vai se importar com distribuição de renda?

Também deixará de ser meta o fortalecimento dos programas sociais e a execução de políticas sociais redistributivas. Quando aqueles manifestantes ao pé do prédio da Fiesp pediam o fim dos programas sociais; quando o Gilmar Mendes dizia que o Bolsa Família era um programa eleitoreiro; quando a oposição (DEM e PSDB) se queixavam dos gastos do governo estavam pensando que esses gastos – direcionados aos mais pobres – eram supérfluos.

E a Câmara trabalha em sintonia com os anseios dos golpistas. Aquela Casa jamais conseguirá se desvencilhar da mácula do golpismo. [/color-box]

1 Comentário

  • Ouvindo conselhos do velho Delfim, aquele que dizia que o bolo tem que aumentar para ser dividido! Quantas gerações depois? É um infeliz mesmo!

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