Blog do Mailson Ramos

A parcialidade de Moro cheira mal

A parcialidade Moro cheira mal

A parcialidade de Moro cheira mal – Foto: Reprodução

Herói incondicional das trupes ensandecidas, Sérgio Moro demonstra mais uma vez quais são os seus reais propósitos. A sua parcialidade cheira mal e recende.

Moro não titubeou. Acatando o pedido da defesa de Cláudia Cruz, devolveu o passaporte dela que estava preso na Justiça. Contrariou com esta decisão a petição do Ministério público que alertava para a possibilidade de Cláudia, que é ré na Operação Lava Jato, fugir.

Sérgio Moro, figura destacada na mídia, não mostra com a família Cunha a prepotência com que tratou outros investigados na Lava Jato. Lembremo-nos da ânsia de Moro em prender a cunhada de João Vaccari (ex-tesoureiro do PT), a Marice Correa de Lima, por um vídeo de uma agência bancária que depois se mostrou uma prova falha: não era Marice e sim Giselda, a sua irmã.

Onde está o Moro pujante que colocou Marcelo Odebrecht atrás das grades e o reteve na carceragem da PF, em Curitiba, por longos meses até que resolvesse firmar um acordo de delação premiada? Onde está aquele juiz impecável que prendeu José Dirceu, um homem que já estava preso? E onde está o Moro implacável que retirou de casa uma senhora de 96 anos (mãe do Dirceu) porque o imóvel não pertencia ao petista e sim à sua empresa de consultoria?

Cadê o Moro que conduziu o Lula a depor sob vara?

O poderoso juiz de Curitiba, condecorado por milicos, baixa a cabeça para a família de Eduardo Cunha. Lá se vai o tempo em que ele mandava prender e soltar. A madame Cunha se quiser fugir terá todo o apoio do juiz de Curitiba. Ele impôs somente uma condição: a de que ela não viaje sem antes avisar à Justiça. Com isso se nota que quando ele quer perder as rédeas, o faz deliberadamente e para livrar a cabeça dos que tramaram o golpe.

São todos farinha do mesmo saco.

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