Blog do Mailson Ramos

Fora Temer: A oportunidade de hoje é imperdível

Fora Temer: A oportunidade de hoje é imperdível

Fora Temer: A oportunidade de hoje é imperdível – Foto: Ueslei Marcelino/ Reuters

A oportunidade de gritar Fora Temer hoje se explica: é preciso mostrar ao mundo que quem manda neste país ainda são os brasileiros.

Os sonhos de popularidade de Temer acabam-se hoje. E é preciso que o povo mostre, através de um evento de amplitude global, que não o quer como presidente da República; é no grito que se deve dizer não à usurpação, ao golpismo, às práticas da velha política de desmonte e entreguismo.

Hoje é dia de não compactuar com um governo de práticas repulsivas de repressão, inclusive para impedir que os brasileiros protestem; é chegada a hora de dizer que a Rio 2016, se está acontecendo, não foi graças ao Temer e muito menos dos golpistas que dela se apossaram.

A oportunidade de rechaçar este governo de corruptos está aí. Não seremos dignos se não o fizermos. Quando o mundo aponta lá fora as inconsistências da fraude do impeachment, aqui o Anastasia faz aprovar um relatório pedindo a cassação de Dilma.

Agora, entretanto, não é o mandato de Dilma que está em jogo. O que está em jogo é a democracia e os direitos adquiridos pela população mais pobre, hoje desmerecida por este clube de corruptos que se apossou do poder.

E vai ficar tudo assim? Vai se aceitar o golpe, a farsa, um presidente engendrado e moldado em um ano de conspirações contra quem teve 54 milhões de votos? A legitimidade e a legalidade nos farão pagar um preço muito caro. Mas não mais do que a democracia. E esta não mais do que a história. Por isso, hoje é dia de se levantar contra o golpe.

E o protesto deve recair sobre a figura de um traidor. De um homem que tinha todas as razões para manter o projeto de governo pelo qual foi eleito e não causar gravíssimas fissuras políticas como aconteceu ao desembarcar com o seu partido do governo ou ao romper relações com a presidenta que o elegeu.  Porque o Vice: Michel Temer não levou o eleitorado a votar em Dilma, mas o Dilma Presidente levou o Temer ao Jaburu em duas oportunidades.

E o que fez Temer? Deu uma de Café Filho.

Pactuou com as forças contrárias ao programa de governo que o elegeu; não estamos falando simplesmente de um traidor. Temer é inexoravelmente um objeto das forças hegemônicas – muitas vezes ocultas – que em diversas oportunidades desejaram (e desejam) o poder central. Se preferem, ele é um trapo, uma estopa velha para limpar a sujeira da engrenagem conspiratória. E qual é o destino de uma estopa usada?

Hoje é o dia!

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