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Dilma: Só temo a morte da democracia

Dilma: Estamos a um passo do precipício

Dilma: Estamos a um passo do precipício – Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Com um discurso firme, porém, de conteúdo emotivo, a presidenta Dilma Rousseff falou aos senadores em defesa no processo de impeachment.

Em seu discurso de defesa, no Senado, a presidenta Dilma relembrou os momentos difíceis que atravessou durante o período da ditadura, quando enfrentou dez dias de tortura, e da sua luta contra o câncer, em 2010. Dilma afirmou que neste momento só teme a morte da democracia.

Dilma relembrou a primeira vez em que esteve diante de um tribunal, em novembro de 1970:

“Na primeira vez, fui condenada por um tribunal de exceção. Daquela época, além das marcas dolorosas da tortura, ficou o registro, em uma foto, da minha presença diante de meus algozes, num momento em que eu os olhava de cabeça erguida enquanto eles escondiam os rostos, com medo de serem reconhecidos e julgados pela história”

Reiterando mais uma vez que não cometeu crime de responsabilidade, a presidenta Dilma afirmou:

“Eu não atentei, em nada, em absolutamente nada contra qualquer dos dispositivos da Constituição que, como Presidenta da República, jurei cumprir. Não pratiquei ato ilícito. Está provado que não agi dolosamente em nada.”

“Mais uma vez, a democracia pode ser condenada junto comigo. E não tenho dúvida que, também desta vez, todos nós seremos julgados pela história”, alertou.

Dilma garantiu que os atos por ela praticados estavam inteiramente voltados aos interesses da população.

Leia abaixo a íntegra do discurso de Dilma Rousseff no Senado:

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