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Há quarenta anos o Brasil perdia Juscelino Kubitschek

Há quarenta anos o Brasil perdia Juscelino Kubitschek

Há quarenta anos o Brasil perdia Juscelino Kubitschek – Foto: Acervo JK

Juscelino Kubitschek de Oliveira perderia a vida num acidente de automóvel na Via Dutra, no dia 22 de agosto de 1976.

Na tarde de 22 de agosto de 1976. Às vésperas de completar 74 anos, JK morreu em um acidente de automóvel. O carro em que viajava na companhia de seu motorista, Geraldo Ribeiro, se chocou contra uma carreta no quilômetro 165 da Via Dutra, nas imediações da cidade de Resende.

Segundo o inquérito policial que foi aberto, o Chevrolet Opala 1970 em que ia o ex-presidente foi atingido por um ônibus. Desgovernado, atravessou o canteiro central e foi se chocar na contramão com uma carreta.

Transportado para o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro, o corpo de JK foi velado durante toda a manhã do dia 23 de agosto, no saguão do prédio da Editora Manchete, na Rua Russel.

Às 16 horas, o caixão desembarcou em Brasília, onde o governo decretou, depois de alguma hesitação, luto oficial: era a primeira vez que um adversário do regime militar recebia tamanha deferência.

Localizado a poucos metros da sepultura do engenheiro Bernardo Sayão, um dos integrantes da equipe que construiu a nova capital, e projetado por Oscar Niemeyer, o túmulo de Juscelino Kubitschek de Oliveira foi revestido com mármore Carrara que havia sobrado da Catedral Metropolitana de Brasília.

O Brasil se entregaria em seguida a uma reticente prospecção sobre as causas da morte do ex-presidente. Muitas dúvidas e hipóteses ainda rondam a morte do mito JK. Há quem defenda até os dias de hoje a tese da conspiração – a mesma que teria matado num breve intervalo de tempo, não só Juscelino, mas também Carlos Lacerda e João Goulart.

Para quem gosta de teorias conspiratórias, com ou sem fundamento, especulou-se que até a morte de Orlando Letelier, ministro do presidente chileno Salvador Allende, deposto por um golpe militar em 1973, faria parte da mesma trama.

Quando, por fim, o corpo do ex-presidente baixou à sepultura 35. 666, em meio a rostos consternados, soluços e um insistente clamor de “Viva JK!” e “Viva a democracia”, ouviu-se um coro emocionado cantando algumas estrofes da canção preferida de Juscelino, o “Peixe vivo”.

Extraído de: COHEN, Marleine. Juscelino Kubitschek. São Paulo: Editora Globo, 2006.

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