Blog do Mailson Ramos

Afinal, por onde andam os batedores de panelas?

Afinal, por onde andam os batedores de panelas?

Afinal, por onde andam os batedores de panelas? – Foto: Duke

Após a aceitação do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, os batedores de panelas sumiram. Afinal, por onde eles andam?

A crise não diminuiu, a corrupção também não e Brasília continua a mesma – com a ressalva de que perdeu a vergonha. Mas os batedores de panelas desapareceram feito fumaça no ar.

Costumávamos vê-los nas varandas gourmets durante os pronunciamentos de Dilma na TV. E desde o afastamento da presidenta eleita, nada de protesto. Não é somente indignação seletiva e hipocrisia. É que a elite já sabe que ela não pagará o pato.

É no lombo do trabalhador que recairá o peso das políticas neoliberais do governo Temer, de modo que não é necessário mais bater panelas.

Não se deve ignorar que as panelas também não bateram quando Sérgio Machado revelou os planos de Jucá em deter a Lava Jato; ou quando a Odebrecht citou repasse de R$ 23 milhões via caixa dois para José Serra; ou ainda quando o próprio Michel Temer foi citado por dois delatores.

Seria proveitoso que as panelas continuassem batendo contra a corrupção. Não se pode aceitar que a indignação seja seletiva. É preciso rebater a hipocrisia que nos coloca num fosso, à beira do precipício.

No dia 7 de setembro – se for efetivado – Temer irá à TV. Será uma boa oportunidade para que os batedores de panelas se revelem contra o governo golpista.

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