Blog do Mailson Ramos

O papel de Aécio Neves, o mau perdedor

O papel de Aécio Neves, o mau perdedor

O papel de Aécio Neves, o mau perdedor – Foto: Reprodução

Desde outubro de 2014, quando perdeu a disputa presidencial para Dilma, Aécio Neves e o seu PSDB jamais aceitaram a derrota.

Dilma ainda comemorava a acirrada vitória no pleito de 2014 quando Aécio Neves pediu auditoria dos votos; e pediu depois auditoria para verificar a segurança das urnas eletrônicas; antes que Dilma assumisse o mandato, Aécio pediu a cassação do diploma. Ele jamais a parabenizou pela vitória ou se conformou como derrotado. A palavra pode ser pesada para alguém que tem currículo político invejável, mas para Aécio Neves, derrotado é pouco; ele é um péssimo perdedor.

Alguém que tem currículo político invejável perderia as eleições em seu próprio Estado? Aquela foi a mais clara comprovação de que o senador mineiro não poderia ser presidente da República; e não havendo condições de vencer nas urnas – o PSDB levara a sua quarta sova consecutiva – o melhor era apelar para o golpe. E assim aconteceu: em conluio com boa parte do PMDB (que mantinha conversas estritas especialmente com José Serra), Aécio entrou de cabeça na aventura golpista.

Não pensando em interesses imediatistas, com a exceção dos cargos que os tucanos garantiram no governo Temer, Aécio está de olho em 2018. Escondeu-se nas sombras para atravessar o desprestígio com as citações na Lava Jato. Mas como tem sido blindado desde que o mundo é mundo, vai atravessando estes maus momentos sempre com o dedo em riste, apontando os erros dos adversários petistas.

Todo mundo sabe que além de péssimo perdedor, Aécio Neves também é um notável corrupto. Desde o aeroporto de Claudio às tramas nas diretorias de Furnas, lá estão os seus rastros. Sua máscara já caiu há tempos em Minas Gerais, seu domicílio eleitoral. O tucano não é apenas a figura de um político derrotado que se esconde sob a blindagem de parte da mídia e do Judiciário. Ele é o resultado concreto da velha política em tempos modernos; governaria o país, se vencesse as eleições, com um chicote na mão.

Como não venceu, Aécio se aliou àquilo que de mais nefasto havia na política brasileira para destituir a presidenta Dilma Rousseff. Se é verdade que os golpistas fizeram um pacto e durante um ano conspiraram internamente contra a petista, um dos artífices desta conspiração era Aécio. O mau perdedor se tornou um carrasco golpista, um usurpador. E mesmo sem os poderes como aqueles que desejou ter, aguarda seu espaço. Mas não o terá. Também não terá descanso. A história cobrará o seu quinhão.

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