Blog do Mailson Ramos

A palavra de ordem é privatizar

A palavra de ordem é privatizar

A palavra de ordem é privatizar – Foto: NP

Michel Temer admite que irá privatizar tudo “na medida do possível”; vai faltar estatal para conter esta sanha entreguista.

Entregar, vender, desestatizar, privatizar… Palavras de ordem do governo interino e ilegítimo de Michel Temer. Em entrevista à Veja, ele afirmou que privatizará tudo, “na medida do possível”, menos a Petrobras. Ora, o pré-sal é a menina dos olhos esbugalhados do Serra. Se alguém espera que justamente a Petrobras se salve da privataria, pode tirar o cavalinho da chuva.

Recordar é viver: Em 2000, FHC e José Serra iniciaram uma tresloucada empreitada para mudar o nome da Petrobras e assim privatizá-la. Noticiava o Estadão de 27/12/2000: “Petrobras vira Petrobrax, por US$ 50 milhões”. Ou seja, o governo FHC pagou uma fortuna sem licitação para mudar o nome da Petrobras para Petrobrax com o claro objetivo de facilitar a privatização da empresa brasileira.

Esta sanha privatista não se acabou com o tempo; ela foi apenas amortizada na era petista, mas retorna feroz sob a batuta de Michel Temer e os seus quarenta ladrões que não tem na alma senão a chama do deus mercado. Entregarão tudo na medida do possível. Com a promessa de que livrarão o país da crise, reduzirão o tamanho do Estado e colocarão a soberania nacional sob os calcanhares dos americanos.

É para isso que serve a política de José Serra à frente do Ministério das Relações Exteriores: para romper com os Brics, falar grosso com a Bolívia e fino com os EUA. Tudo faz parte de um modus operandi em que se comprovará, por A+B, que o Brasil precisa vender todas as suas estatais, se desfazer deste trambolho que é o “inchaço do Estado”. A política submissa dos anos de 1990 retornará com novas roupagens, mas com um enredo extremamente batido.

E você, trabalhador e trabalhadora, que assiste ao desmonte do país, tem todo o poder nas mãos. Lute contra este projeto que de tão neoliberal tem sido criticado até pelos neoliberais. O golpe é um castelo de cartas desmoronando, mas para cair precisa de um sopro popular. Apoio este que o Temer já não tem. A agenda que se lhes apresenta é o projeto de um governo que não foi eleito pelo povo e, portanto, com ele não tem nenhum compromisso. Se a sanha golpista avançar, o Brasil vai perecer.

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