Blog do Mailson Ramos

A obsessão de Moro se chama Lula

A obsessão de Moro se chama Lula

A obsessão de Moro se chama Lula – Foto: Uol

Prender Lula é a mais intrínseca obsessão de Sérgio Moro. Mas como fazê-lo se não há indícios que possam incriminar o ex-presidente?

Em março, num intervalo de apenas 12 dias, o juiz Sérgio Moro autorizou mandado de condução coercitiva de Lula e liberou a divulgação de gravações de conversas entre a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula.

Apresentava-se ali, em clareza solar, a obsessão de Moro em relação à prisão de Lula – e com isso outra constatação inevitável: por causa desta obsessão, o juiz federal colocava em cheque a já contestada Operação Lava Jato.

Durante algum tempo, os procuradores do MPF procuraram uma maneira de integrar Lula aos esquemas de propina como o mentor de todos eles. E diante da impossibilidade de concluir que o ex-presidente era o “cabeça” do petrolão, apareceram as histórias do tríplex e do sítio.

Para prender Lula, Moro seria capaz de colocar em xeque a já controversa Lava Jato. Não é segredo para ninguém que Moro se posiciona como juiz inquisidor, antecipa julgamentos e se posiciona contra o PT, jogando a imparcialidade no lixo.

Com a ascensão do governo golpista – e caso a presidenta Dilma não mais retorne –, a prisão de Lula será questão de tempo.

No fundo, Sérgio Moro sabe que este acontecimento pode despertar nos admiradores do ex-presidente (dentro e fora do país) uma reação em cadeia. Uma reação extremamente nociva capaz até de conflagrar um conflito nacional.

Não há, entretanto, nada que possa incriminar o Lula a ponto de leva-lo à prisão, segundo os procuradores do MPF.

Antipetistas aguardam resignados os próximos passos de Moro, ansiosos pela prisão de Lula. Seria melhor pensar que até hoje não se comprovou nada contra o ex-presidente e que a esfera jurídica foi invadida por interesses políticos.

Não se trata simplesmente de prender o Lula. Resta saber se a obsessão de Moro não trará terríveis consequências para o Brasil, inclusive com a contestação da Lava Jato.

4 Comentários

  • Caríssimo Cristiano, vou começar pelo fim. Os partidos existem para um único propósito que é a obtenção e manutenção de poder. Você está certo. Não à toa, a multiplicação de legendas é um dos agravantes para esta crise política. Jamais um presidente (seja ele quem for) governará com tamanha divisão de interesses. Entretanto, permita-me discordar do “discurso petista” e dos “indícios do envolvimento de Lula”. O discurso de que há uma perseguição a Lula não é só dos petistas ou de quem com eles simpatiza; ela não é apenas uma perseguição jurídica, mas também midiática. E está baseada, como você mesmo disse, sobre indícios. E se a dita República de Curitiba tem provas que vão além dos indícios, porque não as apresentou? E apresentando-as, por que não prendem o ex-presidente? Ora, a resposta é simples: vexaria a Justiça prender um homem por vagas suposições de que este seria o dono de um sítio que não é seu. Prendê-lo sem provas seria um espetáculo deprimente. Não porque seja o Lula. Mas imagine se a Justiça passasse a prender indiciados sem as provas? O que seria da segurança jurídica? O que falta contra o Lula são provas, ainda que forçadas. O engendro dos pedalinhos e do triplex não foram o suficiente.

  • Caro Mailson.
    Respeito, porém descordo de grande parte do texto. Há sim fortes indícios de envolvimento de Lula em farras de negociatas com grandes empreiteiras.
    Vou lhe dizer uma coisa – pois seu texto parece mais um discurso do PT – defender partidos aqui no Brasil é uma grande bobagem, pois nenhum deles nos representa. Os partidos existem para um único propósito: Poder.

  • este Juiz partidário e direitista comprovadamente com suas atitudes deveria ser julgado pela sua mais clara parcialidade…me enoja porque este togado agrada ao poder da corrupção bem sucedida da direita…..

  • Tudo isso é uma vergonha para a nação os políticos sem moral. Tudo corruptos, ratazanas velhas porque não acaba com esse comércio de dinheiro fácil.

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