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Jingles de campanhas políticas: A história

Jingles de campanhas políticas: A história

Jingles de campanhas políticas: A história – Foto: Reprodução

Da era do rádio à internet, passando pela televisão, os jingles das campanhas políticas são retratos simbólicos não só de marketing, mas de programas de governo.

O jingle é um termo inglês cujo significado refere-se à música composta para promover uma marca ou um produto em publicidades de rádio ou televisão. Estas peças musicais contam, geralmente, com um curto espaço de execução e com letras de fácil adesão, para que possam ser assimiladas.

A propaganda política trouxe o estilo dos jingles da publicidade comercial e, na era do rádio, se tornaram elementos fundamentais para a disseminação de candidaturas, sobretudo em países continentais como o Brasil onde ainda não havia televisão.

Com efeito, os jingles garantiram que políticos importantes como Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, Jânio Quadro, entre outros, tivessem as suas campanhas marcadas por um compasso musical e uma letra “grudenta” difícil de fugir do imaginário do eleitorado. Esta capacidade de aderir simbologias é que fez e faz dos jingles uma peça indispensável do kit político.

Selecionamos a seguir alguns áudios históricos de jingles que marcaram as campanhas políticas antes e depois do golpe de 1964, período em que não houve eleições diretas para a presidência da República.

1950 – Campanha de Getúlio Vargas à presidência da República. O jingle Retrato do Velho, da autoria de Francisco Alves foi um sucesso. Vargas retornaria ao Catete, de onde só sairia morto após suicidar-se em 24 de agosto de 1954.

1955 – Campanha de Juscelino Kubitschek à presidência da República. Em seu jingle, JK prometia sair de Minas Gerais para salvar o Brasil. E saiu. Cinco anos depois, JK estaria inaugurando Brasília.

1960 – Campanha de João Goulart à vice-presidência da República. Numa chamada rápida, Jango evoca a sua origem gaúcha. Jango se tornaria vice e depois presidente com a renúncia de Jânio Quadros.

1960 – Campanha de Jânio Quadros à presidência da República. A vassourinha varreu, mas não a corrupção. Por motivos que até hoje não são claros, Jânio Quadros renunciaria ao cargo; mas o seu jingle de campanha é histórico e muito atual.

Em 1989, com a abertura democrática e o fim da ditadura, muitos partidos lançaram candidatos à presidência da República. A seguir, alguns dos candidatos que concorreram ao cargo de chefe do Estado brasileiro.

Leonel Brizola

Lula

Silvio Santos

Tancredo Neves

2006 – Em sua campanha à reeleição como presidente da República, Lula utilizaria aquilo que os marqueteiros chamavam de “novo jingle”, uma espécie de chamada televisiva com a peça musical. O jingle adquiria ali sua forma perfeita com as imagens da televisão.

Ainda hoje as agências de marketing político têm equipes para desenvolver peças musicais e jingles, visando atrair todos os públicos, angariar apoio e votos. Para a comunicação, esta é uma maneira muito agradável de transmitir a informação principal com uma mensagem viciante. O jingle é tão agregador que atinge especialmente as crianças, ainda que muitas delas não saibam o que estão cantando. É a produção de sentido.

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