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PT: Temer não tem votos para impeachment

PT: Temer não tem votos para impeachment

PT: Temer não tem votos para impeachment

Para senadores do Partido dos Trabalhadores (PT), o presidente interino Michel Temer está desgastado e já não tem maioria para aprovar o afastamento definitivo de Dilma no Senado.

Saiu no Valor:


PT já projeta vitória contra impeachment

A crise enfrentada por Michel Temer em menos de 20 dias de governo e o desgaste do presidente interino com o PMDB do Senado animaram o PT a reforçar a articulação para barrar o impeachment de Dilma Rousseff. Senadores petistas avaliaram que o presidente interino não tem mais os 54 votos necessários para aprovar o impeachment no Senado e intensificaram as negociações com um grupo de cerca de 15 parlamentares que poderão votar contra o afastamento definitivo de Dilma.

Senadores do PT disseram que nem mesmo os mais pessimistas em relação ao retorno de Dilma ao cargo achavam que a gestão Temer seria “tão desastrosa” em pouco tempo, como resumiu o senador Paulo Paim (RS). “Nem nós achávamos que eles iriam tão mal”, disse. “O governo anuncia uma medida e volta atrás logo depois. Não teve uma notícia boa até agora e o quadro só está piorando”, afirmou Paim.

Dirigentes e parlamentares do PT acreditavam que o governo interino teria uma “lua de mel” por cerca de três meses. No entanto, dois ministros já caíram- o senador Romero Jucá (PMDB-RR), do Planejamento, e Fabiano Silveira, da Transparência, Fiscalização e Controle, indicado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “Está cada vez mais claro que a intenção de derrubar Dilma era para ‘estancar’ a Lava-Jato”, afirmou o senador Paulo Rocha (PA), referindo-se às gravações do ex-presidente da Transpetro Sergio Machado que expôs os dois ministros e pemedebistas falando sobre formas de deter as investigações.

Outros ministros da gestão, como o da Justiça, Alexandre de Moraes (PMDB) e o próprio presidente interino têm sido alvos constantes de protestos. A casa de Temer em São Paulo foi isolada e o ministro-chefe do GSI, general Sérgio Etchegoyen, esteve pessoalmente na capital paulista para reforçar a segurança do presidente interino. Para a senadora Fátima Bezerra (RN), o governo Temer “não tem capacidade política” de se sustentar até 2018.

Com o desgaste da gestão Temer, o PT mira nos senadores que votaram pela admissibilidade do impeachment, mas que sinalizaram que poderão votar contra o afastamento definitivo de Dilma, na análise do mérito. Pelo menos dez se enquadram nesse cenário: Acir Gurgacz (PDT-RO), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Cristovam Buarque (PPS-DF), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Benedito de Lira (PP-AL), Wellington Fagundes (PR-MT), Ivo Cassol (PP-RO) e Edison Lobão (PMDB-MA), Raimundo Lira (PMDB-PB), Hélio José (PMDB-DF). Somado a esse grupo está o senador Romário (PSB-RJ), que votou pela admissibilidade e declarou nesta semana que poderá mudar seu voto. Além desses onze estão os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM) e Jader Barbalho (PMDB-PA) que são aliados de Dilma e não participaram da primeira votação do impeachment, o filho de Jader, contudo, ficou no ministério, na pasta da Integração Nacional. O presidente da Casa, Renan Calheiros, e Pedro Chaves (PSC-MS), suplente de Delcídio do Amaral, que foi cassado, não votaram e são contabilizados pelo PT no bloco dos 15 possíveis votos contra o impeachment. “Podemos conquistar entre oito e dez votos”, afirmou Paulo Rocha.

Senadores do PT calculam que Temer teria hoje cerca de 50 votos para tirar Dilma definitivamente do cargo – quatro a menos do que o necessário. Na votação da admissibilidade, conquistaram 55 votos a 22. Petistas afirmam que o cenário no Senado poderia se tornar ainda mais favorável à Dilma caso Renan Calheiros seja afastado do cargo, por uma decisão da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal. Renan é alvo de doze inquéritos que tramitam no Supremo e, em um eventual afastamento, o senador Jorge Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado, assumiria o comando da Casa.

Dilma já se reuniu duas vezes com os senadores e ontem discutiu com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, a construção de uma agenda nacional com o partido, para pedir o apoio da militância. Os senadores do PT e o comando petista continuam divididos em relação à proposta de convocação de novas eleições por Dilma, caso a presidente afastada reassuma o cargo. Ontem, a Executiva do PT se reuniu em Brasília e o assunto não avançou. “É uma discussão que não está madura”, disse o dirigente Jorge Coelho.


4 Comentários

  • O tal de silvio, mora em que país, o MORDOMO DO DRÁCULA, tem apoio de toda sociedade, só se voçê for toda sociedade, a moral do PALHAÇO TRAPALHÃO, está mais baixa que CÚ DE COBRA, e os partidos que o apoiam, são FACÇÕES COMPOSTAS POR BANDIDOS. A presidente DILMA, vai governar com o apoio do povo HONESTO E TRABALHADOR, que a elegeu legitimamente com 54 milhões de VOTOS. GOLPE SÓ DE AR. Em tempo os vizinhos do MORDOMO, não o RECONHECEM COMO PRESIDENTE. é triste, mas é REAL.

  • Está mais que comprovado oTemeroso e sua equipe não têm condições de governar o país. Na realidade estamos sem representante no senado, na câmara e no judiciário. É preocupante se não gritarmos o bicho pega.

  • Eu acho que tem que ter voto do povo ele não teve eu votei na Dilma Rousseff ela merece volta fora temer corruptos tiro casa minha vida tiro bolsa família almenta salário dos deputados acho que está sendo maioral mais nã está dando comida prós leão

  • Se estao avhando q o Temer. nao conseguira governar com todo esse apoio da sociedade e da maioria absoluta dos partidos. Entao como a Dilna pretende governar com somente 3 partidos do seu lado?

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