Blog do Mailson Ramos

Tragédia em Orlando: O mal da intolerância

Tragédia em Orlando: O mal da intolerância

Tragédia em Orlando: O mal da intolerância – Foto: AP Photo/Phelan M. Ebenhack

O mundo está doente. A intolerância é um mal terrível que invade seres humanos e os lança uns contra os outros, numa guerra insana e fratricida.

Não somos capazes de amar e sentir a dor alheia? Não somos capazes de nos compungir com o sofrimento do outro? Não somos, em certos momentos, alter egos, da sabedoria divina, criadores geniais? Somos sim.

Mas somos também impassíveis em causar sofrimento.

A doença deste mundo é a intolerância, um mal atroz que desumaniza e provoca sofrimentos em graduações diversas. É a insensibilidade do ser que não suporta em seu ambiente o outro, a alternância, o diferente.

É não saber que o diferente pode ser igual.

Vivemos duros períodos em que a validade da existência humana, com toda a sua espetacular proeminência diante dos outros seres vivos, se reduz a nada.

Somos tão bestiais quanto qualquer animal irracional. E diferente deles, matamos por prazer ou para satisfazer crenças nas quais, no fim de tudo, não acreditamos.

Conseguimos retirar prazer do sangue e da carne que são também nossos.

Não sofremos de um mal social, mas de um mal humano que é capaz de transformar a dor alheia em prazer supremo em nome de ideais e crenças que se dissipam no ar feito fumaça.

E a dor do outro – que não existe – também inexiste.

Não há, portanto, outro modo de escapar deste mal se não existe respeito à humanidade. Não à minha humanidade, mas à humanidade do que está do outro lado, da outra fronteira, da outra religião, da outra orientação sexual.

Neste discurso que irrompe em críticas conta a intolerância, o outro é fundamental.

Nenhum homem será capaz de entender a realidade deste mundo se não observar a sua diversidade. Do contrário seremos somente esta fera bestial ansiosa por ver derramar o sangue de sua própria espécie, num comprazimento doentio pelo sofrimento alheio.

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