Blog do Mailson Ramos

No dia dos namorados, uma homenagem a Cunha e Temer

No dia dos namorados, uma homenagem a Cunha e Temer

No dia dos namorados, uma homenagem a Cunha e Temer – Foto: Reprodução/Piauí Herald

Cunha e Temer estão unidos feito unha e carne – e pelo golpe perpetrado contra o mandato legítimo da presidenta Dilma Rousseff; se um for para a vala, o outro também vai.

Relembrando o idílico romance entre Romeu e Julieta, neste dia dos namorados, é possível dizer que se Cunha utilizar-se do veneno chamado delação premiada, após eventual prisão, o sabor amargo vai ser sentido no Palácio do Planalto.

Não sobra uma estrutura de Brasília; vai tudo ao chão.

Como bom par de vilões, Cunha e Temer estão intrinsecamente ligados pelas tramas urdidas nas alcovas do poder; e se as paredes do Palácio do Jaburu pudessem um dia contar o que ouviram, não haveria romancista capaz de colocar tudo numa mesma narrativa.

É um asco medonho, diria um amigo.

Não há salvação para Temer se Cunha cai na mão do caçador. Afinal de contas, o próprio presidente interino já admitiu que ele entrega tudo à fé do companheiro de golpe. Não é epígrafe do colunista; certo Romero Jucá disse em gravação: “Michel é Cunha”.

Não há frase mais romântica do que esta para um dia especial como o dos namorados. Michel Temer e Eduardo Cunha são almas siamesas.

Shakespeare não teria tanta inspiração para construir um enlace figadal como este que torna em uma só as existências de Cunha e Temer.

Prevê-se um final tão trágico para este casal quanto o final dos filhos dos Montecchios e os Capuletos. Vai ser um espetáculo que a imprensa internacional, em seus jornais tradicionais, não hesitará em contar com detalhes.

A mídia, por aqui, com as suas maquiagens shakespearianas, cuidará de imputar ao PT a vilania neste enredo de amor. Aos poucos, o Brasil começa a perceber que deste conluio amoroso, surgiu a mais nefasta parceria política do Brasil.

Porque Cunha não tem planos coletivos; ele tem aspirações e só. O Brasil que se exploda.

Já se vai o tempo, entretanto, em que as aspirações dele eram prioridades. A prioridade hoje é escapar do veneno. Se não houver como, morre todo mundo no final da história.

É por isso que Temer, a cavalo, parte para salvar o Cunha. Eles se merecem, não é verdade?

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