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Mulher de Cunha se torna ré na Lava Jato

Mulher de Cunha se torna ré na Lava Jato

Mulher de Cunha se torna ré na Lava Jato – Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado.

Cláudia Cruz, mulher do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, se tonou ré após o juiz Sérgio Moro aceitar a denúncia contra ela.

Da Folha:


Juiz Moro aceita denúncia contra mulher de Eduardo Cunha na Lava Jato

O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato, aceitou nesta quinta-feira (9) a denúncia apresentada contra Cláudia Cordeiro Cruz, mulher do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Segundo o Ministério Público Federal no Paraná, ela foi denunciada pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo valores provenientes de desvios na Diretoria Internacional da Petrobras.

Para o investigadores, Cláudia Cruz se beneficiou de parte de valores de propina de cerca de US$ 1,5 milhão que Cunha teria recebido para viabilizar a compra, pela Petrobras, de 50% de um bloco 4 para exploração de petróleo na costa do Benin, na África, em 2011.

O negócio foi fechado por US$ 34,5 milhões, dos quais US$ 10 milhões teriam sido repassados como propina.

O MP aponta também que Cunha se beneficiou da propina e que ele tinha participação direta na indicação de cargos na Diretoria Internacional da Petrobras, atuando para que o negócio na costa africana fosse fechado.

“Para que o pagamento fosse efetuado sem deixar lastros, foi estruturado um esquema para que a propina passasse por diversas contas em nome de “laranjas” (empresas offshores sediadas em paraísos fiscais) antes de chegar nos destinatários finais e de ser convertido em bens”, diz o órgão.

Consciência

“Investigações apontaram que Cláudia tinha plena consciência dos crimes que praticava e é a única controladora da conta em nome da offshore Köpek, na Suíça, por meio da qual pagou despesas de cartão de crédito no exterior em montante superior a US$ 1 milhão num prazo de sete anos (2008 a 2014), valor totalmente incompatível com os salários e o patrimônio lícito de seu marido”, diz a Procuradoria.

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