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Gilmar: “É um governo provisório que faz experimento”

Gilmar: “É um governo provisório que faz experimento”

Gilmar: “É um governo provisório que faz experimento” – Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Para o ministro do STF, Gilmar Mendes, o governo provisório deve fazer experimentos; ele também acha que as demissões de dois ministros em duas semanas mostram como governar é difícil.

A paciência de Gilmar Mendes com o governo Temer é inexorável. Talvez este assunto tenha sido um dos motivos da visita do ministro do STF ao presidente na noite do último sábado.

Saiu no Valor:


“É um governo provisório, que faz experimento”, diz Gilmar Mendes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes minimizou os efeitos da substituição de dois ministros do governo interino do presidente Michel Temer. “É um governo provisório, que faz experimento e que teve que compor numa situação de emergência”, disse o ministro.

O primeiro a cair foi Romero Jucá, do Planejamento. O segundo foi Fabiano Silveira, da Transparência. Os dois foram gravados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

“Então, não é surpresa que haja esse tipo de situação. Depois também, a Lava-Jato tem tido uma repercussão enorme e ampla irradiação no sistema político. Então, a mim parece que isso é pouco inevitável”, disse o ministro.

O Palácio do Planalto confirmou, ontem à noite, a demissão do titular do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Martins Silveira. É a segunda baixa em 18 dias de governo interino do presidente Michel Temer. Na última segunda-feira, o então ministro do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), do núcleo mais próximo de Temer, foi exonerado pelo mesmo motivo que Silveira: envolvimento na Operação Lava-Jato.

Para ele, as baixas não devem influir no processo de impeachment que a presidente afastada Dilma Rousseff enfrenta no Senado Federal. “Não vejo essa repercussão. Agora, isso como mostra quão difícil é governar, é ter estabilidade, especialmente num quadro dessa dificuldade”, disse ele.

Ele afirmou ainda que um governo provisório, que ainda depende do impeachment, tem que compor um governo com essa perspectiva. Ele citou ainda as reformas que já foram sugeridas pelo governo interino. “Tem que fazer reforma, precisa de ter apoio na Câmara e no Senado”, ressaltou o ministro do Supremo.

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