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A engrenagem do golpe não para

A engrenagem do golpe não para

A engrenagem do golpe não para – Foto: NP

Desde o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, a engrenagem do golpe não para. O combate é acirrado, mas as forças conservadoras se alastram com rapidez.

Aloysio Nunes será o líder do governo usurpador no Senado. E já admitiu que a sua principal tarefa será impedir que a presidenta Dilma Rousseff retorne ao poder.

Isso significa também que o PSDB aderiu 100% ao golpe.

Lembrem-se os amigos e amigas navegantes de consultar este artigo quando o governo cair como um castelo de cartas e os tucanos, safos como são, dizerem que jamais participaram dele.

Manifestantes que apoiaram o impeachment da presidenta Dilma foram expulsos do entorno da Fiesp.

É que o Paulo Skaf, muito esperto, definiu que não mais precisa destes grupelhos, afinal de contas, o Temer já está no Planalto, a Dilma afastada e o governo golpista escalado para destruir o que o PT construiu em 13 anos.

Na Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, preposto do Cunha, manobra na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para salvá-lo da cassação. Ao peemedebista não serve um mandato sombrio. Ele quer a presidência de volta a todo o custo.

A CPI da UNE foi aprovada na semana passada e os deputados já estabeleceram os votos favoráveis também à instalação da CPI da Lei Rouanet.

A primeira visa criminalizar os movimentos sociais e estabelecer uma ligação entre os escândalos de corrupção (que são partidários) com um movimento de origem estudantil. Coisas do Marco Feliciano.

A segunda já foi rechaçada pelos artistas e promete causar muita polêmica. É que muita gente ainda não engoliu a extinção do MinC e muito menos a sua recriação com ares de secretaria de Estado. Vociferantes, deputados do DEM não aceitaram o “arrego” do Temer e partiram para a retaliação aos artistas.

Na semana passada, o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB) (também conhecido como o 342º voto favorável ao impeachment de Dilma, naquela dantesca sessão de votação), suspendeu os subsídios do Minha Casa Minha Vida para os mais pobres.

Além disso, a meta estabelecida por Dilma, de construir 3 milhões de casas até 2018, foi revista por Temer. Serão construídas 1,5 milhões, ou seja, a metade.

E por fim, o presidente golpista afirmou que vai alterar o nome do programa. Para ele, o Minha Casa Minha Vida é uma expressão de marketing político do governo anterior.

Será que ao alterar o nome, Temer não utilizará também o marketing para vincular o programa ao seu governo?

O Ciro Gomes tem toda a razão.

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