Blog do Mailson Ramos

Cunha, o homem-bomba de Brasília

Cunha, o homem-bomba de Brasília

Cunha, o homem-bomba de Brasília – Foto: Fábio R Pozzebom/ABr

O governo interino de Michel Temer não sobrevive à publicação de mais uma planilha; o que será dele se Eduardo Cunha, o novo homem-bomba de Brasília, contar o que sabe?

Eduardo Cunha, não mais há dúvidas, vai barganhar com Temer como barganhou com o PT, no ano passado, para escapar da cassação; naquela época, porém, o processo no Conselho de Ética estava sendo apenas instaurado. E agora, o deputado caminha ao cadafalso.

Temer sabe que, com uma única revelação, Cunha colocaria no chão isto que chama de “governo de salvação”. Mas isto não aconteceria assim, da noite para o dia. O presidente afastado da Câmara é homem de barganha.

Manobras deverão ser feitas nos próximos dias para aparar as arestas provocadas pela admissibilidade do relatório que pede a cassação de Cunha e o não apoio de deputados aliados como Wladimir Costa e Tia Eron.

Acuado, vingativo e sem mais possibilidades de salvação, o homem que até pouco tempo escandalizava Brasília com o seu poder onipresente, acaba por se transformar numa bomba ambulante.

Redações vivem a possibilidade de que Cunha, movido por este sentimento de “não tenho mais nada a perder”, abra o jogo e escancare as cartas. Uma bomba é medida pelos estragos que pode provocar. E segundo alguns interlocutores do peemedebista ele não vai segurar por muito tempo.

O STF não atendeu os pedidos de prisão de Renan, Jucá e Sarney; mas ofereceu ao Cunha um prazo de cinco dias para se defender, o que significa que, se as explicações não forem acatadas, ele acabará preso.

Cláudia Cruz, a sua mulher, o pressionou a atirar contra todos.

Já se aproxima o dia em que Cunha revelará os esquemas que o colocaram no topo do poder, com condições de desbaratar a República, colocar de joelhos a presidenta e arredar as instituições ao seu bel prazer.

E que isso aconteça antes da votação do impeachment; se acontecer depois da queda de Dilma, o Brasil mergulhará de vez num poço sem fundo, onde a credibilidade da Justiça será de vez colocada em xeque.

Capaz das maiores mesquinharias com os inimigos, Cunha não tem hoje com quem dialogar. Só têm inimigos e com eles não fará nada além de negociar. Só tem duas alternativas: abrir o jogo ou cair nas masmorras de Curitiba onde filho chora e mãe não ouve.

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