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“Ministro do apagão” de FHC vai para a Petrobras

“Ministro do apagão” de FHC vai para a Petrobras

“Ministro do apagão” de FHC vai para a Petrobras – Foto: José Cruz/ABr

Imprensa dá como certa a ida de Pedro Parente para a Petrobras. O ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo FHC foi o comandante do gabinete de crise do apagão.

Parente substituirá Bendine na presidência da Petrobras, a mesma empresa que sofreu com o apagão e os cortes de investimentos para a aquisição de termoelétricas.

No Globo:


Pedro Parente deve substituir Bendine na presidência da Petrobras

Ministro em três diferentes ocasiões no governo Fernando Henrique Cardoso, Pedro Parente deve ser anunciado como o novo presidente da Petrobras. Se confirmado, substituirá o atual comandante da empresa, Aldemir Bendine, com a missão de melhorar a imagem da companhia no mercado financeiro. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, a decisão teria sido tomada na tarde desta segunda-feira pelo presidente interino Michel Temer. A assessoria diz oficialmente que ainda não houve nenhuma definição, mas não descarta o nome. O assunto será discutido na terça-feira em reunião às 16h, no palácio do Planalto, entre Temer e o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.

Temer decidiu trocar logo o comando da estatal. A escolha de Parente para a Petrobras já circulava também no setor privado, entre fontes do setor elétrico.

Engenheiro formado pela Universidade de Brasília (UnB), Pedro Parente foi três vezes ministro no governo Fernando Henrique Cardoso. Comandou o Planejamento, Minas e Energia e a Casa Civil. Tem experiência com grandes crises. Coordenou o comitê responsável por administrar a crise de energia elétrica e organizar as regras do racionamento de 2001.

Em 2001, Petrobras foi chave

Depois que saiu do governo, Pedro Parente foi vice-presidente executivo do grupo RBS, onde coordenou sua reestruturação financeira. Também foi presidente da Bunge.

Foto: Reprodução/Folha de S.Paulo

Foto: Reprodução/Folha de S.Paulo

No racionamento de 2001, lembra um executivo do setor elétrico, Parente baseou o programa nas térmicas a gás natural da Petrobras, deixando de lado a Eletrobras. Na ocasião, a estatal do setor elétrico passava por dificuldades por estar proibida pelo governo de investir em novos projetos de expansão do sistema, pois suas subsidiárias (Chesf, Furnas, Eletronorte e Eletrosul) estavam sendo preparadas para serem privatizadas.

Justamente por essa experiência na condução do racionamento de energia em 2001 e pelos anos que passou no setor privado desde que deixou o governo, Pedro Parente é visto como um nome que pode recuperar a empresa, que está em crise por causa do escândalo de corrupção apurado pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. O quadro se agravou diante de um cenário desfavorável do mercado, com a alta no preço do petróleo no mercado internacional e a recessão no Brasil.

A possível mudança no comando da Petrobras surpreendeu a direção da estatal, que está em plena elaboração do novo Plano de Negócios 2016/2017. Hoje, tem reunião de diretoria da Petrobras.


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